Banca de QUALIFICAÇÃO: DAMMYRES BARBOZA DE SANTANA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAMMYRES BARBOZA DE SANTANA SILVA
DATA : 13/07/2026
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

AVALIAÇÃO IMUNOFENOTÍPICA E PROTEOMICA DA DOENÇA DE BEHÇET E SUA ASSOCIAÇÃO COM AS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS


PALAVRAS-CHAVES:

Doença de Behçet; Proteômica; Bioinformática; Imunofenotipagem; Biomarcadores.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

Introdução: a Doença de Behçet (DB) é uma vasculite sistêmica rara e multifatorial, caracterizada por úlceras mucocutâneas recorrentes e inflamação multissistêmica. Devido à sobreposição clínica com outras patologias e à ausência de marcadores laboratoriais específicos, seu diagnóstico baseia-se na exclusão de outras doenças e no auxílio de instrumentos clínicos, o que pode atrasar o tratamento adequado em meses ou anos. Nesse contexto, a análise proteômica aliada à bioinformática surge como uma abordagem de alta sensibilidade para identificar assinaturas moleculares complexas, capaz de auxiliar na identificação de possíveis biomarcadores, por exemplo, para melhor entender a patogênese e promover um diagnóstico e monitoramento mais eficiente de doenças. Objetivo: diante disso, este estudo visa definir os fatores clínicos, perfil imunofenotípico e molecular associados as diferentes manifestações da Doença de Behçet. Metodologia: trata-se de um estudo transversal e exploratório, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 6.496.585), realizado no ambulatório de Reumatologia da Universidade Federal de Pernambuco. Foram recrutados 31 participantes diagnosticados e em acompanhamento. Utilizou-se questionários estruturados para coletar dados sociodemográficos, clínicos e terapêuticos, além da aplicação de instrumentos de avaliação diagnóstica (ISG, ICBD), de atividade da doença (BSAS, BR-BDCAF) e avalição psicológico. Adicionalmente, amostras de sangue foram coletadas para imunofenotipagem (painéis linfocitários TBNK e células dendríticas e monocitárias) e análise proteômica. Resultados preliminares: a média de idade ao diagnóstico foi de 34 ± 11 anos e a hipertensão arterial sistêmica foi a principal comorbidade observada. O marcador genético HLA-B51 foi negativo em 48,4% dos participantes. Prednisona, azatioprina e colchicina foram os fármacos mais prescritos (67,7% cada). As manifestações clínicas predominantes eram úlceras orais (96,8%), úlceras genitais (74,2%) e lesões cutâneas (66,7%) e o teste de patergia foi positivo em 16,1%. Sintomas musculoesqueléticos e oftalmológicos ocorreram em 58,1 e 54,8%, respectivamente; já os acometimentos vascular (19,3%) e neurológico (9,7%) foram mais raros. Constatou-se doença ativa em 71% pelo BSAS e em 51,6% pelo BR-BDCAF. Para as análises comparativas, a coorte foi estratificada em três subgrupos: mucocutâneo, oftalmológico e vascular. Nessa abordagem, observou-se que a prescrição dos tratamentos com metilprednisolona (p = 0,037) e adalimumabe (p = 0,033) diferiu significativamente entre os três perfis avaliados. A avaliação imunofenotípica de 15 pacientes selecionados apontou diferença estatisticamente significativa na assinatura imunológica na frequência de linfócitos B (CD19+) (p = 0,019), cujos níveis apresentaram-se mais reduzidos no subgrupo vascular em comparação aos fenótipos mucocutâneo e oftalmológico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2130616 - ANGELA LUZIA BRANCO PINTO DUARTE
Externo ao Programa - 2443543 - HENRIQUE DE ATAIDE MARIZ - nullExterno à Instituição - MARTON KAIQUE DE ANDRADE CAVALCANTE - UPE
Notícia cadastrada em: 07/07/2026 10:57
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