Banca de QUALIFICAÇÃO: AUYGNA PAMYDA GOMES DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AUYGNA PAMYDA GOMES DA SILVA
DATA : 29/06/2026
LOCAL: Departamento de Ciências Farmacêuticas – DCFar / UFPE
TÍTULO:

ESTUDO FARMACOBOTÂNICO, PROSPECÇÃO FITOQUÍMICA E USO TECNOLÓGICO DE ORA-PRO-NÓBIS (Pereskia aculeata var. godseffiana Mill E Pereskia grandifolia Haw): Caracterização e Aplicação de mucilagem em bebida fermentada vegetal


PALAVRAS-CHAVES:

Aditivo Alimentar; Alimento Funcional; Controle de Qualidade; Plant-based


PÁGINAS: 64
RESUMO:

No Brasil a população mostra-se cada vez mais consciente em relação ao consumo e inclusão de produtos saudáveis e diversificados. Nesse cenário, as plantas não convencionais (PANC) ganham espaço em feiras orgânicas e na agricultura familiar. Entre elas, destacam-se duas espécies da família Cactaceae: Pereskia aculeata var. godseffiana e Pereskia grandifolia Haw, popularmente conhecidas como ora-pro-nóbis, ambas são espécies ricas em nutrientes e minerais como cálcio, zinco e ferro, reforçando seu potencial como alimento funcional. O estudo objetivou determinar as características farmacobotânica, histoquímica e perfil fitoquímico de P. aculeata var. godseffiana e P. grandifolia Haw. adicionalmente, extrair mucilagem e aplicar em bebida vegetal como substituto de gordura. Foram realizados cortes das secções transversais da raiz, caule, pecíolo e folha, e cortes paradérmicos da lâmina foliar, todos obtidos a mão livre, submetidos a descoloração por solução hipoclorito de sódio 50%, corados com Safrablau e Azul de metileno, montadas as lâminas, e conduzidas em microscopia de luz e polarizada. Foi realizada a análise histoquímica, utilizou-se reagentes de acordo com cada metabólito pesquisado. Além disso, foram realizadas análises dos extratos aquosos das folhas, como a quantificação dos cristais de oxalato de cálcio, análise do pH e acidez titulável. A avaliação microscópica óptica de luz e de polarização viabilizou a identificação e caracterização anatômica da raiz, caule, pecíolo e lâmina foliar. Como resultado, observou-se caracteres de diagnose como organização dos feixes vasculares na nervura central, no mesofilo e na epiderme, diferenciando as espécies em P. aculeata var godseffiana, raiz: crescimento primário, periderme; caule: cutícula fina, esclerênquima, parênquima medular; pecíolo: circular, feixe vascular arco fechado; lâmina foliar: nervura concavo convexo, mesofilo indiferenciado; em P. grandifolia, raiz: crescimento em transição, exoderme; caule: cutícula espessa, colênquima; pecíolo: biconvexo, feixe vascular colateral aberto; lâmina foliar: nervura plano convexo, mesofilo dorsiventral. Quanto a morfologia externa de P. grandifolia possui caule: lenhoso com espinhos longos e escuros; folha: simples elípticas, suculenta, dispostas alternadamente ao longo do caule; pecíolo: curto; flor: influência agrupada; coloração rosa, pétala arredondada, estames amarelos, textura sedosa; fruto: turbinada (semelhante cone invertido), coloração verde, baga pode conter pequenas folhas. Adicionalmente, por meio das técnicas histoquímicas verificou-se em ambas espécies a presença de alcaloides, amido, compostos fenólicos, lipofílicos, ligninas, proteínas, mucilagem, com distinções na localização: alcaloides em P. aculeata var godseffiana presente no parênquima e em P. grandifolia no parênquima e epiderme. As duas espécies demostraram nas folhas presença de cristais de oxalato de cálcio. Quanto a análise físico-química das folhas em matéria seca e úmida foram identificados o teor médio de oxalato solúvel, não foi considerado tóxico para a dieta, porém pode interferir na disponibilidade de cálcio, devido a formação de cristais insolúveis que não são absorvidos pelo organismo. Após análise do extrato úmido das folhas, ambas espécies apresentaram valores levemente ácidos, variando entre 6,37 e 6,45, sem diferença significativa entre elas, corroborando com estudos descritos de outras espécies como P. aculeata (5,27±0,10), P. grandifolia (6,67±0,05). Esses resultados permitiram identificar as diferenças botânicas e histoquímicas nessas espécies de PANC, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre essas espécies. Além disso, do ponto de vista tecnológico, a mucilagem extraída direcionará seu uso como possível alimento funcional ou bioativo, com potencial aplicação na indústria farmacêutica e alimentícia como aditivo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CLEDSON DOS SANTOS MAGALHÃES - UFPE
Externa à Instituição - EMMANUELA PRADO DE PAIVA AZEVEDO - UFRPE
Presidente - 2283500 - KARINA PERRELLI RANDAU
Notícia cadastrada em: 11/06/2026 09:29
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