Banca de DEFESA: BRUNA CRISTIANE SOUZA FRANÇA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNA CRISTIANE SOUZA FRANÇA
DATA : 11/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Biociências
TÍTULO:

Estudos de estabilidade e de degradação forçada para formas farmacêuticas sólidas contendo extrato seco DE Momordica charantia L


PALAVRAS-CHAVES:

Método indicativo de estabilidade; Geo-helmintíase; Estudos de estabilidade; Controle de qualidade; Momordica charantia.


PÁGINAS: 113
RESUMO:

As geo-helmintíases integram as 20 Doenças Tropicais Negligenciadas da OMS, afetando 1,2 bilhão de pessoas em condições socioeconômicas precárias. A resistência a anti-helmínticos convencionais impulsiona a busca por terapias alternativas e novas formas farmacêuticas. Este trabalho objetivou realizar estudos de estabilidade (acelerada e longa duração) e degradação forçada de formas sólidas contendo Momordica charantia L., além de desenvolver e validar um método indicativo de estabilidade (MIE). A droga vegetal foi caracterizada conforme a Farmacopeia Brasileira (matéria estranha, cinzas, teor de água, substâncias extraíveis e granulometria). O extrato foi obtido por maceração estática em álcool 70% (1:5) por 96 horas, sendo caracterizado quanto ao pH, densidade, resíduo seco e grau alcoólico. O extrato fluido foi processado em três frações: extrato seco puro e duas frações secas com excipientes para produção de comprimidos e pellets. Os testes de degradação forçada ocorreram em fase líquida e original. Na fase líquida, a isoquercetina (marcador) demonstrou maior estabilidade em meio alcalino do que em ácido; o ensaio com peróxido sugeriu saturação da atividade antioxidante sob exposição prolongada. Na fase original, o estresse térmico seco revelou comportamento higroscópico do extrato, perfil também observado nos comprimidos e pellets. Ensaios de fotoestabilidade indicaram que o extrato isolado é fotossensível, porém as formulações finais mostraramse termossensíveis, sem diferença estatística entre amostras protegidas e expostas à luz. O MIE foi desenvolvido por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), sendo aplicado no doseamento e ensaios de dissolução. A validação seguiu a RDC 166/2017 e diretrizes do ICH, se apresentando como seletivo, linear (R > 0,99), preciso, exato e robusto. Embora os estudos de estabilidade estejam em curso, dados preliminares apontam a necessidade de embalagens adequadas para as formulações e confirmam o potencial tecnológico do extrato de M. charantia.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CAMILA GOMES DE MELO - SES-PE
Externo à Instituição - EMERSON DE OLIVEIRA SILVA - UFPE
Presidente - 2218937 - PEDRO JOSE ROLIM NETO
Notícia cadastrada em: 09/03/2026 09:45
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