USO DE PLASMA FRIO NA OBTENÇÃO DE FARINHA DE CASCA DE MARACUJÁ (Passiflora edulis f. flavicarpa) PARA PRODUÇÃO DE BISCOITO
Maracujá; Compostos bioativos; Resíduos de frutas; Plasma frio; Secagem, Biscoito.
O maracujá-amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa) é uma espécie tropical de elevada importância econômica no Brasil, responsável por cerca de 70% da produção mundial. O fruto destina-se ao consumo in natura e ao processamento industrial, o qual gera grandes volumes de resíduos agroindustriais. A casca do maracujá apresenta elevado potencial de reaproveitamento devido ao seu alto teor de fibras alimentares e à presença de compostos bioativos, possibilitando sua utilização na forma de farinha com aplicação tecnológica e funcional.Observa-se aumento na demanda por tecnologias sustentáveis e inovadoras que preservem a qualidade nutricional e funcional dos alimentos. Nesse contexto, o plasma frio destaca-se como tecnologia não térmica promissora, com potencial como pré-tratamento no processo de secagem de matérias-primas sensíveis ao calor. O presente estudo objetivou avaliar o efeito do plasma frio no processo de secagem da casca de maracujá e sua transformação em farinha, com e sem pré-tratamento, além de desenvolver formulações de biscoitos com substituição parcial dessa farinha. A pesquisa foi conduzida de forma experimental, envolvendo etapas de pré-tratamento, secagem, moagem e análises físico-químicas e funcionais. Resultados parciais demonstraram aumento significativo na eficiência da secagem, resultando em processos mais rápidos e energeticamente eficientes, além de elevação de cerca de 24% na capacidade antioxidante da farinha tratada com plasma (de 2,492,49 para 3,08 mg TEg−1 MS3,08mgTEg−1MS). Assim, o plasma frio revela-se uma estratégia viável para valorizar a casca, preservando suas propriedades nutricionais e funcionais.