Plasticidade Fenotípica: efeitos da farinha de batata-doce (Ipomoea batatas L.) sobre o sistema nervoso e o intestino grosso em ratos com paralisia cerebral
Paralisia Cerebral; Batata-Doce; Estresse Oxidativo;Plasticidade Fenotípica; Neuroproteção.
Introdução: A paralisia cerebral (PC) é o distúrbio motor mais comum na infância, frequentemente associado a danos por estresse oxidativo e neuroinflamação. A batata-doce roxa (Ipomoea batatas L.) é um alimento
funcional rico em compostos fenólicos com reconhecido potencial antioxidante e neuroprotetor. Objetivos: Investigar os efeitos da suplementação com farinha de batata-doce roxa sobre o desenvolvimento somático, a função motora, o comportamento alimentar e o estado redox no cerebelo, hipotálamo e cólon em um modelo experimental de PC. Métodos: Ratos Wistar foram divididos nos grupos Controle e PC, com ou sem dieta suplementada com 35% de farinha. A PC foi induzida por anóxia perinatal e restrição sensório-motora. Foram
avaliados o crescimento somático, força de preensão, marcha (sistema CatWalk), sequência de saciedade e biomarcadores de estresse oxidativo no 33º dia pós-natal. Resultados: A PC causou atrasos no crescimento, redução da força muscular e descoordenação da marcha, além de aumentar o dano oxidativo (MDA e carbonilas) no cerebelo e hipotálamo. A suplementação atenuou os déficits de peso e comprimento, melhorou a força, restaurou a regularidade da marcha e acelerou o ponto de saciedade. Ocorreu redução da peroxidação lipídica e aumento das defesas antioxidantes (SOD e CAT) nos tecidos analisados. Conclusão: A suplementação neonatal com farinha de batata-doce roxa exerceu efeitos neuroprotetores e moduladores redox, mitigando prejuízos motores, somáticos e oxidativos decorrentes da lesão cerebral precoce.
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