Banca de QUALIFICAÇÃO: VICTOR EMANOEL FRANÇA RIBEIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VICTOR EMANOEL FRANÇA RIBEIRO
DATA : 05/08/2026
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

RELAÇÃO ENTRE CARGA ÁCIDA DA DIETA COM SARCOPENIA E FRAGILIDADE EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA


PALAVRAS-CHAVES:

Dieta; doença renal crônica; fragilidade; sarcopenia.


PÁGINAS: 64
RESUMO:

A carga ácida da dieta refere-se ao ao impacto da alimentação sobre o equilíbrio ácido-base do organismo. Alterações no padrão alimentar em direção a uma dieta mais acidogênica podem aumentar o risco de desfechos clínicos desfavoráveis, incluindo sarcopenia e fragilidade, especialmente em indivíduos com doença renal crônica (DRC). O objetivo desse estudo foi avaliar a relação entre a carga ácida da dieta com sarcopenia e fragilidade no paciente com DRC. Este estudo transversal, incluiu pacientes de ambos os sexos com idade ≥ 20 anos e diagnóstico de DRC em tratamento conservador (estágio funcional 3A a 5 não dialítico) e em hemodiálise (HD), atendidos ambulatorialmente e admitidos para internação em enfermaria de nefrologia de um hospital universitário situado no Nordeste do Brasil, no período entre setembro de 2023 a agosto de 2024. A carga ácida da dieta foi avaliada a partir dos índices Potential Renal Acid Load (PRAL (mEq/dia) = (0,49 × ingestão de proteína em g/dia) + (0,037 × ingestão de fósforo em mg/dia) − (0,021 × ingestão de potássio em mg/dia) − (0,013 × ingestão de cálcio em mg/dia) − (0,026 × ingestão de magnésio em mg/dia) e Net Endogenous Acid Production (NEAP (mmol/d) = 54,5 x ingestão protéica (g/d) / ingestão de potássio (mmol/d) – 10,2). Maior tercil de PRAL e NEAP foi considerado potencial ácido da dieta. O diagnóstico da sarcopenia foi estabelecido pelos critérios do EWGSOP 2, considerando força e massa muscular reduzida. E o diagnóstico de fragilidade foi baseado nos critérios de Fried, em que três ou mais dos seguintes critérios estão presentes: 1) perda de peso não intencional; 2) exaustão avaliada por autorrelato de fadiga; 3) diminuição da força de preensão palmar (FPP); 4) baixo nível de atividade física; e 5) diminuição da velocidade de marcha (VM). Foram avaliados 183 pacientes com DRC, com média de idade de 50,0±16,5 anos. Os resultados revelaram maior frequência de sarcopenia e fragilidade em pacientes com DRC em tratamento hemodialítico em comparação com os pacientes em tratamento conservador (p<0,05). Análise multivariada evidenciou que valor de PRAL acima do 1º tercil foi associado com a sarcopenia, aumentando a probabilidade dessa condição em 2,6 vezes (IC95%: 1,1-6,5; p=0,023). Após ajustes para sexo, idade e status da DRC, a associação permaneceu significativa (OR 3,7; IC95%: 1,3-10,9; p=0,017). Por outro lado, o maior tercil do NEAP, foi independentemente associado à fragilidade (OR: 2,4; IC95%: 1,2-4,8; p=0,011). Em síntese, às síndromes geriátricas são comuns no paciente com DRC e maior carga ácida da dieta está associada com sarcopenia e fragilidade. Portanto, a avaliação do padrão dietético, particularmente no que se refere ao potencial acidogêncio, deve ser incorporada de forma sistemática à prática clínica.

 

 

LINK PARA QUALIFICAÇÃO: https://meet.google.com/jqq-jhqb-svo

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 334440 - ALCIDES DA SILVA DINIZ
Externa à Instituição - AMANDA ALVES MARCELINO DA SILVA - UPE
Externa à Instituição - AMANDA DE AZEVEDO ARAUJO - UFPE
Notícia cadastrada em: 09/07/2026 14:11
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