ALIMENTAÇÃO RESTRITA NO TEMPO E USO DO EXTRATO DE PARKINSONIA ACULEATA: REPERCUSSÕES SOBRE METABOLISMO E INGESTÃO ALIMENTAR APÓS ESTRESSE AGUDO EM RATAS WISTAR JOVENS
crononutrição; dislipidemia; estresse agudo; extrato vegetal; jejum intermitente.
A alimentação restrita no tempo (ART) promove efeitos deletérios à saúde, quando
desalinhada com ritmos circadianos, já o extrato de Parkinsonia aculeata atenua perfil glicídico e
lipídico de ratos machos induzidos a distúrbios metabólicos. O estudo investigou os efeitos da ART
durante fase clara e do extrato de P. aculeata sobre metabolismo e ingestão alimentar após estresse
agudo de 36 ratas Wistar jovens alimentadas com dieta padrão. A partir do pós-desmame os animais
foram mantidos por 8 semanas, e nos 30 dias posteriores iniciaram ART na fase clara (20:00 - 08:00)
e/ou tratamento com extrato de P. aculeata (140mg/kg), formando grupos: controle (C), controle
restrito (CR), controle tratado com P. aculeata (CP), controle restrito e tratado com P. aculeata (CRP).
O nível de significância considerado foi de 5%. A ART e/ou o extrato de P. aculeata não alteraram o
peso corporal. A ingestão alimentar acumulada reduziu nos grupos submetidos à ART e/ou tratados (p
< 0,0001), bem como a calórica total e de macronutrientes (p < 0,0001). ART elevou gordura
retroperitoneal, independente do tratamento (p = 0,0005). CR, CP e CRP apresentaram
hipercolesterolemia (p = 0,0002) e maior HDL (p = 0,001), enquanto CR e CP exibiram menores
triglicerídeos (p = 0,001). Ingestão alimentar após estresse agudo foi inalterada. Portanto, ART na
fase clara reduz ingestão alimentar acumulada e calórica, mas favorece alterações lipídicas, mantidas
pelo extrato de P. aculeata.