ENRIQUECIMENTO COM ÔMEGA-3 EM DIETA MATERNA HIPERLIPÍDICA MODULA A PROGRAMAÇÃO METABÓLICA CARDÍACA DA PROLE: EFEITOS SOBRE O BALANÇO OXIDATIVO E A EXPRESSÃO GÊNICA
Ácidos Graxos Ômega-3; Dieta Hiperlipídica; Doenças Metabólicas; Expressão Gênica.
A ingestão materna de dieta hiperlipídica rica em ácidos graxos saturados durante a gestação e lactação está associada a prejuízos cardiometabólicos e alterações na expressão gênica na vida adulta da prole. Este estudo avaliou se o enriquecimento com ácidos graxos ômega-3 poderia atenuar esses efeitos, considerando o balanço oxidativo e a expressão de genes antioxidantes e inflamatórios no coração da prole de ratos Wistar. As ratas foram distribuídas em três grupos: controle (19% de lipídios; razão ω6: ω3=12,66), hiperlipídico (HL: 33% de lipídios; razão ω6: ω3=21,22) e hiperlipídico enriquecido com ômega-3 (HLω3: 33% de lipídios; razão ω6: ω3=9,45). Os filhotes machos foram avaliados quanto a parâmetros murinométricos ao longo do desenvolvimento e, aos 90 dias, quanto a perfil bioquímico, peso de órgãos, estresse oxidativo e expressão gênica cardíaca. Não houve diferenças ao nascimento, porém, aos 30, 60 e 90 dias, os grupos HL e HLω3 apresentaram maior circunferência abdominal, peso corporal, comprimento naso-caudal e peso de órgãos. O perfil bioquímico sérico não diferiu entre os grupos. No coração, o grupo HL apresentou aumento de MDA, redução de sulfidrilas totais e menor atividade de SOD e catalase, indicando desequilíbrio redox. Observou-se aumento de GPX (HL) e de Nrf2 (HLω3), sugerindo
ativação compensatória antioxidante. Conclui-se que o ômega-3 exerce efeito protetor, modulando vias oxidativas e inflamatórias e reduzindo riscos cardiometabólicos precoces.