TRAJETÓRIAS DE CRESCIMENTO DO NASCIMENTO À ADOLESCÊNCIA E SUA ASSOCIAÇÃO COM OBESIDADE ABDOMINAL E ALTERAÇÕES DE TRIGLICERÍDEO E HDL-COLESTEROL EM ADOLESCENTES: UM ESTUDO DE COORTE
Crescimento; infância; índice de massa corporal; hipertrigliceridemia; HDL colesterol; obesidade abdominal; saúde do adolescente.
Objetivou-se avaliar a influência do maior ganho de massa corporal da infância à adolescência, como preditor da obesidade abdominal, hipertrigliceridemia e hipoalfalipoproteinemia em adolescentes de uma coorte de nascimento. As variáveis de exposição foram referentes ao ganho de massa corporal, sendo classificado como elevado a diferença, em escore-z, de índice de massa corporal para idade e sexo, em cada um dos intervalos: entre 0-6 meses, 6meses-8anos e entre 8-18 anos de idade foi maior que 0,67. Um ganho excessivo foi classificado quando acima de 11,5 kg/m 2 entre o nascimento e 18 anos. Os desfechos obesidade abdominal, hipertrigliceridemia e hipoalfalipoproteinemia aos 18 anos, observados, respectivamente, em 36,6%, 45,5% e 16,4% dos 213 avaliados. O risco para hipertrigliceridemia foi maior entre adolescentes com maiores ganhos de massa corporal entre 8-18 anos e entre 0-18 anos. Maiores ganhos de IMC entre 8-18 anos, ganho excessivo de IMC entre 0-18 anos e, obesidade abdominal aos 18 anos explicaram a hipertrigliceridemia. O risco para hipoalfalipoproteinemia foi maior entre adolescentes com ganho excessivo de IMC do 0-18 anos, terem mães mais altas e no sexo masculino. A obesidade abdominal foi observada entre adolescentes com maior ganho de IMC entre 8-18 anos, ganho excessivo de IMC entre 0-18 anos e excesso de peso aos 8. Um ganho de massa corporal acima do esperado foi importante fator de risco para hipertrigliceridemia, obesidade abdominal e hipoalfalipoproteinemia aos 18 anos.