Banca de DEFESA: MARIANA MERCÊS MESQUITA ESPÍNDOLA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA MERCÊS MESQUITA ESPÍNDOLA
DATA : 04/07/2024
HORA: 08:30
LOCAL: Plataforma do Google Meet
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UMA TECNOLOGIA EDUCACIONAL DIGITAL SOBRE
BULLYING LGBTIFÓBICO PARAADOLESCENTES ESCOLARES


PALAVRAS-CHAVES:

Enfermagem; Saúde do Adolescente; Tecnologia Educacional; Educação em Saúde; Minorias Sexuais e de Gênero; Diversidade de Gênero; Revista em Quadrinhos.


PÁGINAS: 137
RESUMO:

Adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros, queer/questionando, intersexo, assexuais/arromântiques/agênero, poli/pansexual e mais da diversidade sexual e de gênero (LGBTQIAP+) integram contextos de vulnerabilidades, os quais são alvos frequentes de bullying LGBTIfóbico, que podem culminar em agressões físicas e verbais, parassuicídio, suicídio ou assassinatos. Em adição, no ambiente escolar, experenciam o preconceito e a discriminação que lhes afetam cotidianamente na qualidade de vida, bem-estar e desempenho escolar, não obstante, causando-lhes sentimentos negativos, angústias e sofrimentos. Assim, objetivou-se desenvolver uma tecnologia educacional digital sobre bullying LGBTIfóbico para adolescentes escolares e validá-la quanto ao conteúdo e a aparência. Tratou-se de um estudo de métodos mistos caracterizado por quatro etapas: 1) investigação transversal, que mensurou o conhecimento de adolescentes escolares sobre o significado do acrônimo LGBTQIAP+, investigou a aceitação de adolescentes escolares às pessoas LGBTQIAP+ e com eles, elegeu a tecnologia desenvolvida: um Gibi Educacional sobre Bullying LGBTIFóbico; 2) estudo metodológico de desenvolvimento de tecnologia; 3) validação de conteúdo, pelos juízes expertises; 4) validação de aparência, pelos adolescentes escolares. Na primeira etapa, a população de estudo foi de 120 adolescentes escolares cis heterossexuais e LGBTQIAP+, dos 15 aos 17 anos, matriculados no primeiro ano dos cursos médio-técnico integrado de uma instituição de ensino em Recife-PE. Para essa etapa, foi elaborado o instrumento: Conhecimento e Aceitação de Adolescentes Escolares às pessoas LGBTQIAP+, estruturado em três partes: I - Perfil dos participantes, II - Conhecimento e Aceitação de Adolescentes Escolares às pessoas LGBTQIAP+ e III – Identificação sobre o tipo de tecnologia, sugestões e assuntos que os adolescentes gostariam que estivessem na tecnologia. Para a investigação da aceitação de adolescentes escolares às pessoas LGBTQIAP+ foi utilizada a Escala de Distância Social de Bogardus adaptada que se mostrou adequada para atingir seu objetivo proposto. Seus resultados desvelaram preconceito, materializado nas respostas quanto ao tipo de proximidade com pessoas LGBTQIAP+. Na segunda etapa, os saberes no ensino da compreensão propostos por Edgar Morin foram utilizados para o delineamento das ações instrucionais na construção da tecnologia, sob a ótica da educação em saúde e do contexto da diversidade sexual e de gênero. O Gibi foi intitulado “Bullying LGBTIfóbico: vamos conversar?” e após seu desenvolvimento, foi submetido à validação de conteúdo, realizada com sete juízes expertises, pelo uso do Instrumento de Validação de Conteúdo Educacional em Saúde, sendo validado com padrão de excelência no Índice de Concordância Universal (S-CVI/UA) e CVC Global de 0,89. Na validação de aparência, 11 adolescentes escolares o julgaram, pelo uso do Instrumento de Validação de Aparência de Tecnologia Educacional em Saúde com Índice de Validade de Aparência Total (IVA-T) de 0,98. Em suma, como abordagem contemporânea e criativa no enfrentamento do bullying LGBTIfóbico, o Gibi foi desenvolvido de modo cativante e reflexivo, cuja combinação do poder narrativo e visual dos quadrinhos poderá contribuir junto aos processos de educação em saúde na escola e em outros ambientes que envolvam a saúde de adolescentes LGBTQIAP+ e o cuidado do enfermeiro escolar, na redução do estigma, preconceitos, bullying e outros tipos de violências vivenciadas por pessoas LGBTQIAP+.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1175072 - EDNALDO CAVALCANTE DE ARAUJO
Interna - 1110261 - ESTELA MARIA LEITE MEIRELLES MONTEIRO
Interna - 1657188 - JAQUELINE GALDINO ALBUQUERQUE PERRELLI
Externo ao Programa - 2283143 - JORGE LUIZ CARDOSO LYRA DA FONSECA - nullExterna ao Programa - 1719920 - MARCLINEIDE NOBREGA DE ANDRADE RAMALHO - nullInterna - 3120056 - WESLLA KARLA ALBUQUERQUE SILVA DE PAULA
Notícia cadastrada em: 18/06/2024 11:44
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