MUCILAGEM DA PALMA FORRAGEIRA (OPUNTIA FICUS-INDICA): INOVAÇÃO EM DISPOSITIVOS DE MICROAMOSTRAGEM SANGUÍNEA PARA MONITORIZAÇÃO TERAPÊUTICA
Biopolímeros; Opuntia spp.; Propriedades; hidrogéis.
Opuntia ficus-indica pertencente à família das Cactaceae e popularmente conhecida no Brasil como Palma Forrageira, é uma planta suculenta, perene e arbustiva amplamente adaptada às condições adversas presentes em ambientes áridos e semiáridos. A espécie apresenta flores, frutos e cladódios, sendo estes estruturas suculentas com elevada capacidade de retenção de água. Sua composição difere com o estágio de maturação, condições edafoclimáticas, tratamento e condições pós-colheita. Entre os diversos constituintes presentes, destaca-se a mucilagem, um heteropolissacarídeo presente em células especializadas ou dispersas no interior de células e espaços intracelulares do clorênquima e do parênquima. Além da importância fisiológica torna-se interessante devido a biodegradabilidade, biocompatibilidade e não toxicidade. Estudos têm demonstrado que a mucilagem apresenta efeitos cicatrizantes, antiulcerosas, hipolipermiante, prebiótica, antioxidante e antimicrobiana. Adicionalmente, possui propriedades tecnológicas de interesse, atuando como agente emulsificante, espessante e estabilizante. Neste contexto, o presente trabalho visa extrair a mucilagem da Palma Forrageira e desenvolver dispositivos de absorção sanguínea inovadores por meio da impressão 3D. A extração foi realizada por meio da adaptação de metodologias descritas na literatura, buscando maximizar o rendimento, garantir sua reprodutibilidade e reduzir o impacto ambiental. As amostras obtidas foram caracterizadas por meio de técnicas de Espectroscopia de Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR), Difratometria de Raios X (DRX) e Espectrofotometria UV-VIS. Os resultados obtidos foram compatíveis com os descritos para mucilagem de Opuntia ficus-indica na literatura, indicando que as etapas empregadas foram adequadas para sua obtenção e caracterização preliminar. Com base nesses resultados, as próximas etapas da pesquisa envolveram a conclusão dos ensaios de caracterização e o desenvolvimento de hidrogéis à base da mucilagem, visando sua utilização em processos de impressão 3D.