Banca de DEFESA: LUCAS VINICIUS MOREIRA DE ANDRADE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCAS VINICIUS MOREIRA DE ANDRADE
DATA : 12/05/2026
HORA: 09:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

AVALIAÇÃO, IN VIVO, DO POTENCIAL ESQUISTOSSOMICIDA DO ÁCIDO ÚSNICO FRENTE AO Schistosoma mansoni


PALAVRAS-CHAVES:

Esquistossomose. Ancoragem molecular. Carga de vermes. Granuloma. Praziquantel.


PÁGINAS: 73
RESUMO:

A esquistossomose, causada por Schistosoma mansoni, permanece como importante problema de saúde pública, sendo o praziquantel (PZQ) o principal fármaco disponível, embora apresente eficácia limitada contra formas imaturas do parasito. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antiesquistossomótica do ácido úsnico (AU) em modelo murino, com ênfase em diferentes estágios do ciclo evolutivo do parasito, bem como investigar possíveis mecanismos de ação por meio de abordagens in silico. Para tanto, camundongos infectados foram tratados com AU nas doses de 25 e 50 mg/kg, sendo avaliados parâmetros parasitológicos, incluindo carga parasitária, oograma intestinal e hepático e densidade de granulomas. Adicionalmente, foram realizadas análises de ancoragem molecular com proteínas-alvo de S. mansoni e predições de propriedades farmacocinéticas e toxicológicas (ADMET).

Os resultados demonstraram que o AU promoveu redução significativa da carga parasitária em formas imaturas, alcançando 85,59%, em contraste com a menor suscetibilidade dessas fases ao PZQ. Observou- se ainda modulação da dinâmica de oviposição, caracterizada por redução superior a 60% na proporção de ovos imaturos e aumento significativo de ovos inviáveis, associada à diminuição da densidade de granulomas hepáticos. As análises de docking evidenciaram afinidade do AU por alvos moleculares relacionados à homeostase redox e ao metabolismo energético do parasito, incluindo SmTGR e SmCA. As predições ADMET indicaram perfil compatível com compostos bioativos, com adequada absorção intestinal e distribuição tecidual, embora com limitações associadas à permeabilidade e potencial toxicidade.

Em conjunto, os dados sugerem que o AU apresenta atividade esquistossomicida relevante, com possível mecanismo multifatorial envolvendo interferência na bioenergética e no equilíbrio redox do parasito. Destaca-se seu efeito sobre formas imaturas, o que evidencia potencial como alternativa ou adjuvante terapêutico ao PZQ. Entretanto, são necessários estudos adicionais para a elucidação do mecanismo de ação e avaliação detalhada de segurança.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2807168 - ANDRE DE LIMA AIRES - nullExterno ao Programa - 3434848 - JANILSON JOSE DA SILVA JUNIOR - nullPresidente - 2555628 - ROSALI MARIA FERREIRA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 07/05/2026 12:28
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