CONHECIMENTO E ATITUDES DOS ESTUDANTES DA AREA DA SAUDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO FRENTE A ESCLEROSE SISTEMICA
Escleroderma Sistêmico; Conhecimentos, Atitudes e Prática em Saúde; Estudantes.
A Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença autoimune crônica, multissistêmica, caracterizada por fibrose progressiva da pele e órgãos internos, vasculopatia generalizada e ativação imune persistente com produção de autoanticorpos específicos. Clinicamente, manifesta-se por espessamento e endurecimento da pele, podendo evoluir para contraturas articulares e limitação funcional. O acometimento musculoesquelético é frequente, com mialgia, artralgia, rigidez matinal e fraqueza muscular, impactando na funcionalidade, na qualidade de vida e na sobrevida dos pacientes. Corresponde a uma doença rara, com dados brasileiros indicando prevalência de 10,6 casos por 100.000 habitantes e incidência de 1,2 casos por 100.000 habitantes por ano, predominando no sexo feminino (3:1) entre 30 e 50 anos. O manejo é focado no controle das manifestações específicas, prevenção de complicações e melhoria da qualidade de vida, sendo fundamental a adoção de estratégias terapêuticas combinadas e interdisciplinares. Apesar da relevância clínica e social da ES, seu reconhecimento ainda é limitado na formação dos profissionais da saúde, especialmente durante a graduação. Esse estudo tem por objetivo avaliar o nível de conhecimento teórico e atitudes de estudantes de graduação dos cursos da área da saúde frente à esclerose sistêmica. Trata-se de um estudo transversal, observacional, quantitativo, realizado em instituições públicas e privadas do estado de Pernambuco, com estudantes do penúltimo ou último período de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Enfermagem, Odontologia e Nutrição. A coleta será feita com questionário eletrônico dividido em quatro blocos: identificação pessoal e sociodemográfica; informações acadêmicas; questões teóricas sobre fisiopatologia, manifestações clínicas e opções terapêuticas; e atitudes frente ao atendimento de pacientes com ES. O nível de conhecimento será classificado como ruim (0–30% de acertos), regular (40–60%) e bom (70–100%). Espera-se que os resultados identifiquem lacunas no conhecimento e atitudes dos estudantes, bem como insuficiência na abordagem da ES nos currículos e que orientem ações para inclusão de conteúdos sobre doenças raras na formação acadêmica, favorecendo o diagnóstico precoce, manejo adequado e acolhimento integral ao paciente com ES.