INVESTIMENT OPPORTUNITIES AND COSTS FOR LOW-CARBON HYDROGEN IN PERNAMBUCO: A REGIONAL ECONOMIC ANALYSIS
hidrogênio de baixa emissão de carbono; LCOH; análise econômica regional; Pernambuco; investimento.
Esta tese avalia oportunidades de investimento e custos de produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono nas doze Regiões de Desenvolvimento de Pernambuco, partindo da hipótese de que médias estaduais ocultam diferenças territoriais relevantes para a competitividade dos projetos. O estudo desenvolve e aplica um modelo tecnoeconômico regional baseado no Custo Nivelado do Hidrogênio (LCOH), comparando cinco rotas: eletrólise alcalina (AEL), membrana de troca de prótons (PEM), células de eletrólise de óxido sólido (SOEC), hidrogênio azul por reforma a vapor de metano com captura e armazenamento de carbono (SMR+CCS) e hidrogênio de biomassa. A metodologia combina premissas financeiras comuns, escalas de produção comparáveis, regras de viabilidade tecnológica e variáveis regionais relacionadas a recursos solar e eólico, biomassa, acesso ao gás natural, água, infraestrutura, distância de transporte, uso da rede, condições de implantação e demanda. Os resultados mostram forte heterogeneidade espacial. No cenário-base, seis regiões são lideradas pelo hidrogênio azul e seis pela rota AEL. O menor LCOH é observado na Região Metropolitana, em aproximadamente US$ 2,67/kgH₂, enquanto o Sertão do Araripe apresenta cerca de US$ 6,60/kgH₂ para sua alternativa vencedora. O Bio-H₂ é viável em três regiões, mas não lidera o ranking na linha de base, embora permaneça competitivo em áreas com maior disponibilidade de biomassa. A análise de sensibilidade indica que transporte, custo de capital, tributação, distância de conexão à rede e condições de implantação podem alterar significativamente a competitividade regional; o custo direto da água tem efeito menor sobre o LCOH, embora a segurança hídrica permaneça uma restrição institucional e de planejamento. Conclui-se que Pernambuco não deve adotar uma estratégia única de hidrogênio. Os resultados
sustentam uma carteira regional diferenciada de investimentos, infraestrutura, financiamento e políticas públicas, combinando vantagens portuárias e industriais no litoral, oportunidades renováveis no interior e rotas de biomassa onde houver oferta de matéria-prima em escala.