Seca e formação de Capital Humano: O Caso do Semiárido Brasileiro
Seca, educação, semiárido brasileiro, IDEB, matemática, português
A região do Semiárido brasileiro sofre de forma recorrente com a seca. Entre 2012-2017
ocorreu a seca mais longa já registrada e, espera-se que com as mudanças climáticas tal
fenômeno torne-se mais frequente e intenso. Nesta dissertação busca-se contribuir para a
crescente literatura dos impactos da seca na educação trazendo uma análise dos impactos
educacionais da seca de 2012-2017 nos municípios do Semiárido brasileiro. Para isso, faz-se a
regressão de uma base de dados em painel com efeitos fixos de município utilizando dados do
INMETRO de precipitação e evapotranspiração para desenvolver o Índice Padronizado de
Precipitação e Evapotranspiração, SPEI, para identificar a ocorrência de seca nos municípios e,
com dados do Saeb e do Censo escolar, identificar como a educação foi impactada por meio
das notas do IDEB, de matemática e português. Foi encontrado que, a ocorrência de seca
reduziu as notas, para os anos iniciais, -1,2% para o IDEB, -0,7% em matemática, -0,4% em
português, e para os anos finais em -1,5%, -0,7%, -0,3%. Resultados foram robustos a diversas
especificações e heterogeneidades, e indicam que principal fonte do efeito observado vem por
meio de impactos na oferta de educação nos municípios.