PPGBA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA ANIMAL - CB DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA - CB Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: THIAGO HENRIQUE DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THIAGO HENRIQUE DE SOUSA
DATA : 28/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Avaliação da hipótese de refúgios em recifes profundos para diversidade taxonômica, funcional e acústica do banco dos Abrolhos, com ênfase em peixes recifais

 


PALAVRAS-CHAVES:

Hipótese do Refúgio em Recifes Profundos. Assembleias de peixes recifais. Diversidade taxonômica. Diversidade funcional. Monitoramento acústico passivo.

 


PÁGINAS: 52
RESUMO:

A Hipótese do Refúgio em Recifes Profundos (DRRH) propõe que recifes mesofóticos (>30 m) podem atuar como refúgios para espécies de recifes rasos, ao oferecer condições ambientais que reduzem distúrbios naturais e antrópicos. Avaliamos a diversidade taxonômica, funcional e acústica de peixes recifais em recifes rasos (<30 m) e mesofóticos (>30 m) no Banco dos Abrolhos, Atlântico Sudoeste, a fim de testar as predições da DRRH. Utilizando levantamentos combinados por RUVs e BRUVs e monitoramento acústico passivo, observamos respostas contrastantes relacionadas à profundidade entre as diferentes dimensões da diversidade. A riqueza taxonômica e a diversidade funcional aumentaram com a profundidade, indicando que os recifes mesofóticos abrigam assembleias mais heterogêneas e funcionalmente complementares. Esses padrões foram parcialmente influenciados pelo método de amostragem, com os BRUVs ampliando a detecção de espécies maiores e mais móveis, enquanto os RUVs registraram de forma mais consistente táxons residentes e territoriais. Embora tais diferenças metodológicas fossem esperadas, o aspecto mais relevante foi a capacidade de cada método em capturar segmentos distintos da assembleia ao longo do gradiente de profundidade, permitindo contrastes entre recifes rasos e mesofóticos. Em contraste, a diversidade acústica foi maior nos recifes rasos, provavelmente refletindo maior atividade biológica e a dominância de espécies territoriais produtoras de som. Nossos resultados fornecem suporte parcial à DRRH, indicando que recifes mais profundos podem atuar como refúgios taxonômicos e funcionais, mas não sustentam a complexidade acústica observada em comunidades rasas. Esses achados ressaltam a natureza multidimensional das assembleias de peixes recifais estruturadas pela profundidade e destacam a necessidade de integrar habitats rasos e mesofóticos no planejamento da conservação no Atlântico Sudoeste.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEJO JOAQUIN IRIGOYEN
Externo à Instituição - DRÁUSIO PINHEIRO VÉRAS
Presidente - 2320121 - JOAO LUCAS LEAO FEITOSA
Notícia cadastrada em: 12/01/2026 14:27
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