PPGBA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA ANIMAL - CB DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA - CB Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: THALITA JOANA BEZERRA DE MELO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THALITA JOANA BEZERRA DE MELO
DATA : 23/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

EFEITOS BIOQUÍMICOS E COMPORTAMENTAIS DA EXPOSIÇÃO DE Stegastes fuscus AO FENANTRENO E AO AUMENTO DA TEMPERATURA


PALAVRAS-CHAVES:

Peixes. Recife de coral. Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. Mudanças climáticas. Biomarcadores. Comportamento.


PÁGINAS: 54
RESUMO:

Os ecossistemas recifais são reconhecidos pela grande diversidade biológica e pela prestação de serviços ecossistêmicos. Mas estão cada vez mais ameaçados por impactos antrópicos incluindo poluição por efluentes domésticos e industriais, exploração e transporte de petróleo e seus derivados, aquecimento global, acidificação dos oceanos, sobrepesca e pisoteio de corais. Este estudo avaliou os efeitos ecotoxicológicos do HPA fenantreno e do aumento da temperatura, de forma isolada e combinada sobre o peixe recifal Stegastes fuscus, em exposição a concentrações de 10 e 100 µg L⁻¹ e temperaturas de 27 ºC e 30 ºC. O fator de condição e o índice hepatossomático foram avaliados para verificar possíveis informações sobre o bem-estar e condição nutricional dos peixes ao período de exposição. Os resultados mostraram diferenças significativas dos indivíduos em exposição, em comparação ao grupo de referência para ambas as métricas. A bile foi analisada por fluorescência fixa para detectar metabólitos de fenantreno. Os biomarcadores bioquímicos incluíram etoxiresorufina orto-desetilase (EROD), glutationa S transferase (GST), catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD), acetilcolinesterase (AChE) e peroxidação lipídica (LPO). Foram analisados os comportamentos agonísticos de agressividade, de natação espontânea e de escototaxia. Os resultados mostraram um aumento significativo na bioconcentração do fenantreno em peixes expostos nas concentrações estabelecidas. A EROD e a AChE apresentaram diferenças significativas, enquanto as demais análises bioquímicas não diferiram estatisticamente. Os comportamentos agonísticos de exibição e mordida aumentaram a frequência ao fim do período de exposição nos grupos controle 27 ºC, 100 µg L-1 27 ºC e 10 µg L-1 30 ºC, em relação ao grupo controle 27 ºC do tempo 0, indicando que o fenantreno e o aumento da temperatura pode comprometer a capacidade dos peixes de memorizar e responder a situações ameaçadoras. Esses dados indicam efeitos comportamentais relevantes em S. fuscus após exposição ao fenantreno e ao aumento da temperatura.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - PAULO CESAR MELETTI
Interno - 2320121 - JOAO LUCAS LEAO FEITOSA
Presidente - 1551332 - PAULO SERGIO MARTINS DE CARVALHO
Notícia cadastrada em: 16/09/2026 08:14
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