PPGBA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA ANIMAL - CB DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA - CB Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: WESLEY MANOEL SILVA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WESLEY MANOEL SILVA SANTOS
DATA : 26/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

SERVIÇOS E DESSERVIÇOS DA INTERAÇÃO ENTRE MORCEGOS E PLANTAÇÕES DE UVAS E MANGAS NA REGIÃO DO VALE DO SÃO FRANCISCO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Morcegos. Serviços ecossistêmicos. Controle biológico. Fruticultura. São Francisco.

 


PÁGINAS: 83
RESUMO:

A fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, Nordeste do Brasil, é um pilar econômico regional, mas enfrenta desafios de sustentabilidade. Estudos ao redor do mundo mostram que morcegos podem oferecer serviços ecossistêmicos valiosos para a agricultura, mas também podem causar danos às plantações. Este estudo avaliou os aspectos positivos (serviços) e negativos (desserviços) da interação entre morcegos insetívoros e frugívoros e as plantações de uva (Vitis vinifera) e manga (Mangifera indica) na região do Vale do São Francisco, entre maio e agosto de 2024. A comunidade de morcegos foi investigada utilizando bioacústica (46.656 minutos de monitoramento em parreirais e 23.328 minutos em mangueirais), redes de neblina (1.596 m²·h em parreirais e 792 m²·h em mangueirais) e busca ativa (36 horas). O potencial de controle biológico foi determinado pelo cruzamento de listas de insetos-praga que atacam estas culturas e a dieta conhecida das espécies de morcegos registradas. O consumo de frutos foi avaliado por sinais de predação e pelo monitoramento de descartes em abrigos. A percepção de 31 produtores e funcionários das fazendas foi coletada via questionários Likert. A atividade acústica foi analisada com Modelos Lineares Generalizados (GLM) de distribuição binomial negativa. Foram registradas 27 espécies de morcegos, em seis famílias, com 22 comuns a ambas as culturas. Vinte e duas espécies insetívoras mantiveram atividade contínua em todos os estágios fenológicos, indicando potencial para o controle de cinco pragas da uva e três da manga. O consumo de uvas por morcegos frugívoros foi muito baixo (aproximadamente 3 uvas/dia, baseado na observação de 12 indivíduos), e nulo em mangas devido à prática de colheita pré-amadurecimento. Confirmando que potenciais desserviços são insignificantes. A percepção local revelou que 52% dos entrevistados reconhecem o controle biológico prestado por morcegos, mas 67% ainda temem riscos à saúde humana pela presença/contato com morcegos. Essa discrepância evidencia o potencial de educação ambiental para aumentar a aceitação dos morcegos pelos produtores agrícolas, e para promover a coexistência entre a fauna silvestre e a produção agrícola. O balanço entre serviços e desserviços prestados pelos morcegos na fruticultura do Vale do São Francisco pende fortemente para um caráter positivo, com morcegos atuando como aliados na supressão das pragas agrícolas. Esta pesquisa aponta possibilidades para sistemas de Manejo Integrado de Pragas mais sustentáveis e 8 resilientes, e ressalta a necessidade de estratégias de comunicação e educação ambiental no Vale do São Francisco.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANDRÉA CRISTIANA SANTOS
Presidente - 1364442 - ENRICO BERNARD
Externo ao Programa - 1654793 - LUIZ AUGUSTINHO MENEZES DA SILVA - nullInterno - 3091544 - PEDRO IVO SIMOES
Notícia cadastrada em: 11/05/2026 08:41
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