Banca de DEFESA: ANA BEATRIZ CARNEIRO CORREA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA BEATRIZ CARNEIRO CORREA
DATA : 28/01/2026
HORA: 09:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Consequências do processo de arbustização antrópica para comunidade de formigas da Caatinga

 


PALAVRAS-CHAVES:

Arbustização antrópica. Formigas (Hymenoptera: Formicidae). Florestas secas. Caatinga.

 


PÁGINAS: 54
RESUMO:

Perturbações antrópicas desencadeiam processos de degradação que alteram a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas, comprometendo sua regeneração e resiliência. Em florestas tropicais sazonalmente secas, como a Caatinga, tais perturbações têm sido associadas à alterações nas assembleias de plantas, com a substituição de árvores por arbustos, processo chamado de arbustização antrópica, que pode modificar profundamente a dinâmica ecológica e potencialmente conduzir a estados alternativos estáveis. No entanto, os efeitos em cascata desse processo sobre outros níveis tróficos ainda são pouco conhecidos. Neste estudo, avaliamos os efeitos da arbustização da Caatinga sobre a comunidade de formigas, grupo reconhecido por sua alta diversidade de espécies, abund ância local, interações ecológicas com diversos grupos de organismos e sensibilidade à alterações ambientais que as tornam bons bioindicadores. O estudo foi conduzido no Parque Nacional do Catimbau, em 20 parcelas de 50 m x 20 m distribuídas ao longo de um gradiente de arbustização antrópica. Para caracterizar o gradiente, combinamos dados do inventário da vegetação e de outras informações estruturais coletadas com um sensor LIDAR em todas as parcelas. A amostragem das formigas foi realizada com armadilhas de queda (pitfalls traps), abrangendo os estratos epigéico e arborícola. Registramos 23 espécies de formigas, distribuídas em 10 gêneros e seis subfamílias, das quais 23 ocorreram no solo, 12 no estrato arbóreo e 9 em ambos os estratos. As espécies mais representativas no solo foram uma espécie do gênero Pheidole (não identificada a nível de espécie), Dinoponera quadríceps, Acromyrmex rugosus e Camponotus crassus e as espécies Camponotus crassus e Camponotus vittatus no estrato arbóreo, com a comunidade sendo dominada pelos grupos funcionais Generalized Myrmicinae e Subordinate Camponotini. O gradiente de arbustização antrópica não exerceu efeito significativo sobre a diversidade de espécies total (q0), de espécies comuns (q1) e de espécies dominantes (q2) t anto para a comunidade de formigas epigéicas quanto para arborícolas. Padrões semelhantes foram observados para a diversidade de grupos funcionais. A composição taxonômica e funcional também não foi influenciada pelo gradiente. A manutenção da estrutura da comunidade de formigas ao longo do gradiente pode refletir a alta plasticidade ecológica do grupo, com muitas espécies apresentando diferentes estratégias comportamentais e morfológicas para lidar com as variações ambientais. Nossos achados sugerem uma possível estabilidade da comunidade de formigas frente às alterações na assembleia de plantas associadas à arbustização antrópica da Caatinga, o que implica na manutenção de serviços ecossistêmicos cruciais que elas desempenham, sugerindo que o ecossistema retém sua funcionalidade apesar da perturbação.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DIEGO CENTENO ALVARADO
Presidente - 1352308 - INARA ROBERTA LEAL
Externo à Instituição - XAVIER ARNAN VIADIU - UPE
Notícia cadastrada em: 13/01/2026 14:59
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