Banca de DEFESA: MÁRIO JEOVÁ DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MÁRIO JEOVÁ DOS SANTOS
DATA : 27/02/2026
HORA: 11:00
LOCAL: Sala de aulas teóricas do PPGBF
TÍTULO:

PROSPECÇÃO DAS ESPÉCIES DO COMPLEXO Cryptococcus: ASSOCIAÇÃO DO FLUCONAZOL E BENZODIAZEPÍNICOS FRENTE A CÉLULAS PLANCTÔNICAS E BIOFILMES


PALAVRAS-CHAVES:

atividade antifúngica; criptococose; biofilmes; benzodiazepínicos; fluconazol.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A criptococose ainda perdura como uma das micoses sistêmicas críticas para a saúde pública global, principalmente devido às espécies do complexo Cryptococcus neoformans/C. gattii possuírem tropismo para o sistema nervoso central, além da resistência emergente aos tratamentos convencionais. Em vista disso, o presente estudo visa determinar os efeitos dos benzodiazepínicos (BZDs) sobre células planctônicas e biofilmes do complexo de espécies C. neoformans/C. gattii originadas de infecções humanas. Trata-se de pesquisa experimental in vitro que consistiu na determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Fungicida Mínima (CFM) através da microdiluição em caldo (protocolo M27-A3 do CLSI), além disso foi avaliado potencial sinérgico da associação entre BZDs e fluconazol pelo método de checkerboard, quanto a análise da virulência foi avaliada pela inibição da formação e da erradicação de biofilmes maduros, quantificando-se a atividade metabólica e a biomassa no espectofotômetros a 570 nm de densidade óptica, somando a isso foi analisado ultraestruralmente as células planctônicas e biofilmes por Microscopia Eletrônica de transmissão (MET) e Varredura (MEV), respectivamente. O midazolam e o diazepam apresentaram atividade antifúngica, com CIMs variando entre 64 e 128 µg/mL, respectivamente. Quanto à combinação com o fluconazol, revelaram efeitos indiferentes e aditivos, reduzindo as CIMs do fluconazol. Houve ainda redução significativa da viabilidade celular e dos biofilmes em formação e maduros. Além disso, os BZDs foram capazes de provocar alterações na cápsula e perturbações na membrana celular. Esses resultados demonstram que os BZDs exercem efeitos sobre as células fúngicas, por meio da inibição e redução da atividade metabólica e da biomassa, apesar de promissores, a compreensão dos mecanismos de ação precisa de análise mais robusta, sendo fundamental a realização estudos in vivo futuros para comprovar com precisão esses dados.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2805055 - DANIELLE PATRICIA CERQUEIRA MACEDO
Externo à Instituição - FRANZ DE ASSIS GRACIANO DOS SANTOS - UFPE
Presidente - 1396594 - REJANE PEREIRA NEVES
Notícia cadastrada em: 26/02/2026 16:41
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