Citotaxonomia e Evolucao de Ctenanthe Eichler (Marantaceae) e generos afins
Citogenética; Filogenia; Mata Atlântica; Monocotiledôneas; Taxonomia; Zingiberales.
Marantaceae compreende cerca de 550 espécies e 29 gêneros, com maior diversidade na região Neotropical, especialmente no sudeste do Brasil. Entre as espécies brasileiras, o clado Maranta inclui gêneros neotropicais como Ctenanthe, Maranta, Saranthe e Stromanthe. Esta tese integra dados morfológicos, moleculares, nomenclaturais e citogenéticos para investigar a delimitação taxonômica e a evolução dessas linhagens. Foram propostas tipificações para cinco nomes em Ctenanthe e Stromanthe, contribuindo para a estabilidade nomenclatural. Análises filogenéticas baseadas em marcadores nucleares (ITS) e plastidiais (matK, rps16 e trnL-F), abrangendo cerca de 70% das espécies, confirmaram o clado formado por Ctenanthe, Saranthe e Stromanthe como irmão de Maranta, mas evidenciaram Stromanthe bahiensis como linhagem isolada, levando à proposição do novo gênero Dolichopoda. Adicionalmente, Ctenanthe dasycarpa foi transferida para Stromanthe. No contexto taxonômico, foi descrita Ctenanthe fontegrandensis, espécie endêmica da Mata Atlântica do Espírito Santo, com número cromossômico 2n = 62. A diversidade cromossômica foi investigada em 31 espécies dos gêneros Ctenanthe, Dolichopoda, Maranta, Saranthe e Stromanthe, revelando variação de 2n = 16 a 2n = 94 e diversidade citotípica. Bandas CMA⁺/DAPI⁻ foram predominantes, e sítios de rDNA 5S variaram em número e posição. Análises indicaram evolução cromossômica dominada por disploidia bidirecional, com número básico ancestral x = 12.