Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA ROSEANE DE OLIVEIRA CAVALCANTI

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA ROSEANE DE OLIVEIRA CAVALCANTI
DATA : 30/06/2026
LOCAL: meet.google.com/bpk-ycyq-eee
TÍTULO:

AUTORIA RECONFIGURADA: os novos contornos da autoria no meio digital


PALAVRAS-CHAVES:

autoria; meio digital; materialidade; genealogia dos meios.


PÁGINAS: 82
RESUMO:

Este trabalho busca discutir como a autoria se remodela diante da materialidade digital. Ele parte da perspectiva de que meios diferentes constituem autores diferentes. Assim, em um primeiro momento, apresenta a divisão das eras comunicacionais a partir dos meios de comunicação, baseando-se na Escola de Toronto de Comunicação. A partir disso, introduz o conceito de autoria. Em seguida, traça um panorama histórico da autoria pautado na divisão dos meios, observando como o conceito se altera paralelamente às transformações dos suportes midiáticos. Por fim, apresenta os fundamentos da cultura digital e de suas materialidades, demonstrando como ele se constitui a partir de uma rede híbrida de agentes humanos e não humanos. Para analisar, de fato, como a autoria se dá no ambiente digital, a pesquisa se pauta na abordagem genealógica, repensada para ser centralizada na materialidade midiática. Ela se ancora em dois fenômenos de análise que despontam uma série de discussões sobre autoria no cenário digital, o remix e a Inteligência Artificial Generativa (IAG). Em síntese, verificou-se que o remix e a produção por IAG são pautados em uma lógica generativa dialógica, presente em todo tipo de produção cultural, mas que foi facilitada pelo funcionamento e desenho das materialidades do suporte digital. Esse tipo de produção dialógica, baseada na reinterpretação e reutilização de fragmentos de outros trabalhos, é incompatível com os ideais de propriedade intelectual e autoria, consolidados na modernidade, de um autor individual e dono das ideias. O que distingue a autoria do remix e da IAG é o papel exercido pela agência humana e a liberdade de produção. No remix, a agência humana é mais expressiva, permitindo um poder de escolha maior ao criador. O processo de responsabilização e a função classificatória permanecem, sendo apenas distribuídas em uma rede heterogênea de diversos atores. Na IAG, a liberdade é reduzida e o processo de criação é marcado pela automação maquínica, na qual o criador fica refém das limitações técnicas, enviesamentos e preconceitos de ordem algorítmica do processo de automação. A automação dificulta o processo de responsabilização e classificação, tensionando de modo mais radical o conceito de autoria herdado do meio impresso. A responsabilização eticamente acaba recaindo sobre o agente humano, ainda que sua capacidade de produção seja extensamente reduzida. Junto a isso, surge um novo tipo de classificação que não corresponde mais ao responsável ético pela obra.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2243482 - DIEGO GOUVEIA MOREIRA
Externo à Instituição - MARCIO TELLES DA SILVEIRA
Presidente - 1108639 - RODRIGO MIRANDA BARBOSA
Notícia cadastrada em: 28/05/2026 11:02
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