Mulheres da EJA: Trajetórias, Histórias e Vivências.
Educação de Jovens e Adultos (EJA); Mulheres; Trajetórias; Vivências; Podcast.
A dissertação “Mulheres da EJA: Trajetórias, Histórias e Vivências” tem como objetivo compreender e dar visibilidade às experiências de mulheres que frequentam a Educação de Jovens e Adultos (EJA), reconhecendo suas trajetórias como processos de resistência, reconstrução e emancipação. Fundamentada nos princípios da Constituição Federal de 1988 e da LDB 9394/96, a pesquisa parte da prática docente da autora e de sua vivência pessoal, articulando teoria e prática em um espaço de escuta e valorização das narrativas femininas. O estudo dialoga com referenciais de Paulo Freire, Bernard Charlot, bell hooks e Guacira Lopes Louro, destacando a educação como prática de liberdade e como instrumento de transformação social. O locus deste estudo está sendo realizado no Colégio Municipal Guadalajara, no município de Paudalho (PE), com alunas da EJA das fases I, II, III e IV, o que possibilitou captar diferentes trajetórias e vivências femininas em distintos momentos da escolarização. A metodologia adotada é qualitativa, utilizando questionários aplicados via Google Forms como principal instrumento de coleta de dados, complementados pela análise de produções em formato de podcast. A dissertação está estruturada em introdução e três capítulos: O primeiro capítulo dedica-se à análise dos dados coletados por meio dos questionários respondidos pelas alunas da EJA; O segundo capítulo apresentará a análise da série de podcast nos episódios 1 e 2; O terceiro capítulo aprofundará a análise dos episódios 3 e 4. A pesquisa enfatiza a legitimação das vozes dessas mulheres, reconhecendo suas narrativas como fonte legítima de conhecimento e como ato político-pedagógico. Ao dar visibilidade às suas histórias, rompe-se com o silenciamento histórico que marcou a presença feminina nos espaços escolares e reafirma-se o protagonismo das educandas como sujeitos ativos de sua própria formação. A relevância do estudo está em evidenciar que o retorno dessas mulheres à escola não se limita à escolarização tardia, mas constitui um exercício de cidadania e afirmação de direitos humanos. Ao integrar saberes populares e acadêmicos, a EJA se configura como espaço de acolhimento, crítica e emancipação, reafirmando a educação como direito humano fundamental e como prática de equidade e justiça social.