METODOLOGIAS ATIVAS E TRADICIONAIS COMO FERRAMENTA PARA O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DOS CONTEUDOS DE CARTOGRAFIA NO ENSINO MEDIO: UM ESTUDO NA CIDADE DE CUMARU - PE
Palavras-chave: geografia escolar; ensino médio; metodologias ativas; ensino de geografia; aprendizagem significativa
Tendo em vista a demanda, no contexto atual, pela exploração de alternativas didático-metodológicas que favoreçam a participação dos estudantes e contribuam para o aprendizado de cartografia nos anos iniciais do ensino médio, compreende-se que estratégias de aprendizagem ativa — como sala de aula invertida, aprendizagem baseada em problemas e estudo do meio — podem estimular o engajamento e o interesse dos alunos por essa área do conhecimento. Assume-se que, por meio disso, é possível proporcionar um aprendizado que melhor envolva o aluno no contexto escolar. Diante disso, este estudo objetiva avaliar o uso das metodologias ativas como modelo de ensino-aprendizagem da Cartografia nos anos iniciais do Ensino Médio da Escola de Referência Manoel Gonçalves de Lima, em Cumaru-PE. Para tanto, discorreu-se sobre o ensino de Geografia e Cartografia, sobre as metodologias ativas de ensino e as metodologias tradicionais. Nesse sentido, realizou-se uma pesquisa qualitativa, alicerçada no método histórico- dialético. Desenvolveu-se em quatro turmas do 1º ano do ensino médio, no segundo bimestre letivo de 2024. Em duas delas foram aplicadas metodologias ativas (sala de aula invertida, estudo do meio e aprendizagem baseada em problemas) e nas outras duas foram aplicadas metodologias tradicionais (aulas expositivas, resolução de atividades escritas e provas). Após isso, aplicou-se um questionário direcionado aos alunos, por meio do qual se realizou uma comparação acerca da percepção desses estudantes em relação ao trabalho desenvolvido. Os resultados indicam que as metodologias ativas podem contribuir para a promoção da aprendizagem mais efetiva da Cartografia, do protagonismo dos estudantes e do engajamento ao longo das aulas. No entanto, alguns desafios foram vivenciados na aplicação das metodologias ativas, como a falta de adaptação da carga horária escolar e as limitações relativas à infraestrutura da instituição. Acerca das metodologias tradicionais, verificou-se que o professor assume o protagonismo das aulas, dado que se torna o grande responsável pela transmissão do conhecimento. Apesar disso, na percepção dos alunos, observou-se a predileção por um ensino híbrido, entendido neste estudo como uma prática que pode combinar tanto as estratégias pedagógicas mais inovadoras quanto as tradicionais. Compreende-se, com isso, que as metodologias de ensino devem ser pensadas de maneira contextualizada, conforme a necessidade dos estudantes, dado que não é a inovação em si que promove a aprendizagem. Por fim, frisa-se que outras pesquisas precisam ser realizadas, a fim de verificar as nuances entre um ensino inovador e um ensino tradicional na educação básica.