EDUCAÇÃO PARA REDUÇÃO DO RISCO NA CIDADE DO RECIFE (PE): ensino de geografia como ferramenta transformadora
educação para a redução de riscos e desastres; currículo de geografia; mapeamento participativo; vulnerabilidade socioambiental; Recife (Brasil)
A urbanização brasileira, marcada por crescimento acelerado e desordenado, produziu desigualdades socioespaciais e ampliou a exposição de populações vulneráveis a riscos hidrológicos e geológicos. No Recife — com destaque para bairros da zona oeste e, em especial, para Tejipió, onde se localiza a escola desta pesquisa — a combinação de ocupações em encostas e margens de rios, precariedade de infraestrutura e recorrência de chuvas intensas potencializa alagamentos e deslizamentos. Esta dissertação propõe e analisa uma sequência didática de Geografia orientada pela Educação para a Redução de Riscos e Desastres, articulando mapeamento participativo, leitura de imagens aéreas e atividades de investigação do território vivido. A abordagem metodológica foi qualitativa, desenvolvida em três etapas articuladas: (i) revisão bibliográfica e documental; (ii) diagnóstico com estudantes por meio de mapeamento participativo, leitura de imagens aéreas e produção de croquis e relatos; e (iii) construção e experimentação da sequência em seis encontros de duas aulas geminadas (~50 minutos), com integração Geografia–Matemática e atividades de monitoramento meteorológico escolar de baixo custo (pluviômetro, barômetro e anemômetro). Documentos oficiais, como o Plano de Contingência Municipal do Recife (2024) e boletins do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, complementam a análise ao fornecer dados atualizados sobre suscetibilidade, monitoramento e protocolos de resposta. Os resultados esperados incluem a ampliação da percepção crítica dos estudantes sobre riscos socioambientais, o fortalecimento do protagonismo juvenil e a aproximação entre escola, família e Defesa Civil, contribuindo para consolidar uma cultura de prevenção e resiliência no território.