Resposta hídrica e da vegetação aos diferentes uso e cobertura do solo e implicações nos serviços ecossistêmicos
Bacia hidrográfica, Ecossistema, Modelo ambiental, SUPer.
Fatores de ordem natural e, principalmente, de atividades antrópicas influenciam diretamente a integridade dos ecossistemas, afetando os processos biofísicos relacionados à dinâmica hídrica e à vegetação e, consequentemente, a provisão dos Serviços Ecossistêmicos (SEs). Os SEs têm sido amplamente discutidos devido à sua relevância para a humanidade, sendo descritos como os múltiplos benefícios que os ecossistemas proporcionam aos seres humanos. As complexidades inerentes à Agenda 2030, especialmente as relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 15, demandam estudos que considerem as interrelações entre os diferentes componentes da paisagem. O estudo objetivou analisar a dinâmica hidrológica e a vegetação associada ao uso e à ocupação do solo, bem como as relações de provisão de serviços ecossistêmicos. O estudo está sendo desenvolvido na bacia hidrográfica do Rio Goiana, com recorte temporal de 1990 a 2020 e recorte espacial na área de drenagem do rio Sirigi. A análise das interrelações entre a dinâmica hídricas, da vegetação e os serviços ecossistêmicos, estão sendo realizada por meio do uso de técnicas de sensoriamento remoto e modelagem hidrológica em ambiente de Sistema de Informações Geográfica e no Sistema de Unidades de Resposta Hidrológica para Pernambuco (SUPer), respectivamente, enquanto o perfil dos SEs estão sendo analisados a partir das características identificadas no mapa de Uso e Cobertura do Solo e das Unidades de Respostas Hidrológicas (URHs), tendo como elemento norteador The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB). Os resultados preliminares revelam a predominância da agricultura e uma área de vegetação nativa inferior a 20%, no que se refere ao uso e à cobertura do solo. Os dados hidrológicos revelam uma variação espacial: a precipitação apresentou uma média anual entre 2.054 e 113,7 mm, com maior concentração de chuvas entre março e julho. Notou-se que a evapotranspiração acompanha a temperatura média do ar, atingindo valores mais elevados (30°C e 4,15 mm) entre setembro e fevereiro. Observou-se que a biomassa estimada e o índice de área foliar apresentam valores mais elevados após os meses chuvosos e maior correlação com as variáveis de temperatura média do ar e do solo. Foram identificados três SEs de regulação (regulação do clima, controle de erosão e sequestro de carbono) e dois de provisão (água e alimentos); ambos estão em análise. A área estudada é marcada, espacial e temporalmente, pela atividade agrícola, e a dinâmica da vegetação é influenciada pelas variáveis hidroclimáticas, principalmente pela precipitação e pela temperatura média do ar e do solo.