EFICIÊNCIA NAS COMPRAS COMPARTILHADAS: UMA ANÁLISE DO MODELO ADOTADO PELA UFPE.
Compras compartilhadas; Eficiência processual; Planejamento licitatório.
Apesar das compras compartilhadas serem amplamente apontadas como estratégia para ampliar a eficiência das contratações públicas, por potencialmente gerar padronização, ganhos de escala e racionalização do trabalho, ainda são escassas análises institucionais, em universidades federais, que expliquem como esse arranjo se relaciona com o desempenho da fase interna e com a concentração de gargalos no planejamento. Diante disso, esta dissertação investigou como o modelo de compras compartilhadas adotado pela UFPE se relaciona com o tempo de tramitação da fase interna dos processos licitatórios, buscando mapear etapas críticas e fatores associados à morosidade/celeridade. Adotou-se abordagem mista, com triangulação entre (i) análise documental do fluxo de tramitação no SIPAC de 16 processos de compras compartilhadas de 2024, mensurando prazos e eventos de retrabalho, e (ii) questionário estruturado aplicado a servidores da PROAD (CPC/CPS), com itens Likert e questões condicionais. Os resultados indicam ciclo prolongado na fase interna (aprox. 400 dias em média), com morosidade associada a devoluções e retrabalho na documentação (DFD, ETP, TR), além de fragilidades de coordenação interunidades, definição de prazos, monitoramento e capacidade institucional (pessoal e capacitação). Como contribuição, o estudo avança a compreensão empírica do desempenho do modelo na UFPE e oferece subsídios práticos de governança e melhoria do planejamento, materializados em recomendações e produto técnico voltado à institucionalização do arranjo.