DETERMINANTES DA INTENÇÃO CORPORATIVA DE GERAR CRÉDITOS DE CARBONO NO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DO AGRESTE PERNAMBUCANO
Créditos de carbono; Confecções; Teoria dos stakeholders; Agreste Pernambucano;
Diante da crise climática global, a geração de créditos de carbono surge como solução
estratégica para indústrias de alto impacto, como a têxtil. E por essa razão, este estudo buscou
compreender se comportamentos pró-ambientais como o comportamento voltado à mitigação
dos impactos ambientais, a adoção de inovações verdes, a atitude em relação à reputação
ambiental e a pressão dos stakeholders influenciam a intenção de gerar créditos de carbono no
APL de confecções do Agreste Pernambucano. Para testar tais relações, aplicou-se uma survey
online com 144 gerentes das confecções da região, onde a maioria foram mulheres (69,44%)
com idade média de 38 anos (desvio padrão=7,84). Para a análise das relações, utilizou-se a
modelagem de equações estruturais que evidenciou que o modelo estrutural proposto explica
52,2% da variância da intenção de gerar créditos de carbono. Em resumo, os principais achados
mostram que o comportamento para mitigar o impacto das mudanças climáticas e a atitude em
relação a reputação ambiental influenciam diretamente a intenção de gerar créditos de carbono.
Surpreendentemente, a análise multigrupos indicou que a pressão dos stakeholders não modera
as relações testadas, desafiando a Teoria dos Stakeholders no contexto estudado. Dessa forma,
os achados sugerem que fatores internos e de imagem são mais determinantes para a adesão ao
mercado de carbono do que pressões externas, contribuindo para estratégias de sustentabilidade
na região.