Banca de QUALIFICAÇÃO: THALITA CHRISTINA DA COSTA LIMA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THALITA CHRISTINA DA COSTA LIMA
DATA : 08/01/2026
LOCAL: REMOTA
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DE FRAGILIDADE E SARCOPENIA EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA


PALAVRAS-CHAVES:

Doença Renal Crônica; Fragilidade; Sarcopenia


PÁGINAS: 55
RESUMO:

Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e multifatorial associada a elevada

morbimortalidade, hospitalizações recorrentes e declínio funcional. Entre as síndromes que agravam esse 

prognóstico, destacam-se a fragilidade e a sarcopenia, ambas altamente prevalentes em pacientes renais e

relacionadas à perda de funcionalidade, menor qualidade de vida e maior risco de mortalidade. Na DRC, esses

fenômenos são potencializados por mecanismos como inflamação crônica, acidose metabólica, anemia,

distúrbios hormonais e desperdício proteico, os quais contribuem para deterioração da massa e força muscular.

Considerando que a expressão dessas síndromes pode variar conforme a modalidade terapêutica: tratamento

conservador, terapia dialítica ou transplante renal, torna-se imprescindível compreender sua distribuição e

fatores associados.

Objetivo: avaliar a prevalência de fragilidade e sarcopenia em pacientes com doença renal crônica,

considerando diferentes tipos de tratamento em um centro de referência de Recife.

Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, baseado em banco de dados previamente coletado, incluindo

variáveis sociodemográficas, clínicas, antropométricas e funcionais. A fragilidade foi avaliada segundo os

critérios de Fried, enquanto a sarcopenia foi identificada pela força de preensão palmar e demais indicadores

clínicos pertinentes.

Resultados: A síndrome da fragilidade foi identificada em 49,3% dos pacientes, sendo mais prevalente na

hemodiálise (66,0%) e associou-se positivamente à idade avançada, baixa escolaridade, presença de

comorbidades, especialmente diabetes, doenças cardiovasculares e câncer, desnutrição, sedentarismo e

redução da velocidade de marcha. A sarcopenia esteve presente em 33,3% da amostra, com maior prevalência

na hemodiálise (48,0%) e entre pacientes com desnutrição, depleção de massa muscular e baixa mobilidade.

Observou-se que 25,3% dos pacientes apresentaram coexistência de fragilidade e sarcopenia, sendo este

fenótipo mais frequente entre indivíduos em hemodiálise (53,8%) e naqueles com declínio funcional

significativo.

Conclusão: Os achados evidenciam uma elevada frequência de fragilidade e sarcopenia na DRC,

especialmente entre pacientes em hemodiálise, e apontam para a importância do rastreio sistemático e de

intervenções multidisciplinares direcionadas à preservação da capacidade funcional e melhora dos desfechos

clínicos.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 3921442 - GEORGIA VERAS DE ARAUJO GUEIROS LIRA - nullInterno - 1984024 - MARCELO RENATO GUERINO
Notícia cadastrada em: 07/01/2026 16:55
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