Prevalência da coinfecção HIV/HPgV em pessoas com Distúrbio Neurocognitivo Associado ao HIV (HAND),
associada a fatores clínicos, moleculares, laboratoriais e imunológicos.
coinfecção viral, neuroinflamação, citocinas
As infecções virais incluindo o HIV, são reconhecidas como importantes fatores de risco para doenças neurológicas, outros vírus como o HPgV, têm sido investigados por seu possível papel nesses processos. Alterações imunológicas em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) podem facilitar a entrada de vírus no sistema nervosocentral (SNC), embora ainda seja necessário esclarecer a relevância do HPgV e sua potencial associação ao Distúrbio Neurocognitivo Associado ao HIV (HAND). Apesar dos avanços terapêuticos que garantem expectativa de vida semelhante à da população geral, cerca de 50% das PVHIV apresentam algum grau de HAND. A neuroinflamação persistente é um dos principais mecanismos envolvidos no HAND, proteínas como Tat e gp120 ativam vias inflamatórias, como NF-κB,
prejudicando o endotélio microvascular e aumentando a permeabilidade da barreira hematoencefálica, intensificando o recrutamento de células imunes e mantendo o estado inflamatório. Esse processo inclui ativação microglial crônica e liberação contínua de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-1β e IL-6, que resultam em dano neuronal e perda sináptica. Embora o HPgV raramente infecte diretamente neurônios e células gliais, sua presença frequente em cérebros e LCR de PVHIV sugere possível participação em mecanismos neuroinflamatórios. Diante disso, o estudo proposto tem como objetivo, estimar a prevalência da coinfecção HIV/HPgV em pessoas com distúrbio neurocognitivo associado ao HIV (HAND), e associar com fatores clínicos, moleculares, laboratoriais e imunológicos.