Banca de DEFESA: JOSE HUMBERTO DE LIMA MELO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSE HUMBERTO DE LIMA MELO
DATA : 14/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de aula do Instituto Keizo Asami (iLIKA-UFPE)
TÍTULO:

HEPATITE E EM GESTANTES: SOROPREVALÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM RECIFE, PERNAMBUCO.



PALAVRAS-CHAVES:

Hepatite E; Vírus da hepatite E; Gestantes; Soroprevalência; Infecção viral; Saúde pública; Pernambuco.

 


PÁGINAS: 134
RESUMO:

A hepatite E, causada pelo vírus da hepatite E (HEV), constitui importante problema de saúde pública, particularmente durante a gestação, período em que a infecção pode apresentar maior gravidade clínica e estar associada a desfechos maternos, fetais e neonatais adversos. Esta tese teve como objetivo investigar a ocorrência da infecção pelo HEV em gestantes atendidas em serviço de pré-natal de referência no Nordeste do Brasil, por meio da avaliação sorológica e molecular, bem como caracterizar aspectos epidemiológicos, ambientais e obstétricos relacionados à infecção, complementando esses achados com uma revisão da literatura sobre a hepatite E na gestação. Foi realizado estudo observacional, descritivo e transversal, de caráter exploratório, com 900 gestantes atendidas no ambulatório de pré-natal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, entre outubro de 2022 e agosto de 2025. Foram coletadas informações sociodemográficas, socioeconômicas, comportamentais, ambientais, clínicas e obstétricas, além de amostras de sangue periférico. A investigação laboratorial incluiu a detecção de anticorpos anti-HEV IgG por ELISA, seguida da pesquisa de anti-HEV IgM e RNA do HEV por RT-qPCR nas amostras reagentes para IgG. A análise dos dados foi realizada por métodos estatísticos apropriados, considerando a baixa frequência de casos positivos. A soroprevalência de anti-HEV IgG foi de 0,22% (2/900). Ambas as gestantes IgG positivas apresentaram RNA do HEV detectável e foram negativas para anti-HEV IgM, sem manifestações clínicas compatíveis com hepatite E no momento da coleta. Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre a positividade para HEV e as variáveis demográficas, ambientais ou obstétricas avaliadas. Os dois casos apresentaram características epidemiológicas compatíveis com possíveis vias de exposição fecal-oral e zoonótica. Por sua vez, a revisão da literatura demonstrou ampla heterogeneidade na prevalência da infecção entre diferentes populações e regiões, além da maior vulnerabilidade das gestantes às formas graves da doença, destacando a importância do diagnóstico, da prevenção e da vigilância epidemiológica. Conclui-se que o HEV circula entre gestantes no Nordeste do Brasil, podendo ocorrer de forma assintomática e com detecção molecular na ausência de IgM. Os achados reforçam a importância da integração entre investigação epidemiológica, diagnóstico sorológico e molecular e medidas de prevenção, além da necessidade de estudos multicêntricos e longitudinais com maior tamanho amostral para melhor caracterização dos determinantes da infecção e de seus potenciais impactos maternos e perinatais.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA CATARINA SIMONETTI
Externa à Instituição - DÉBORA REGINA LOPES DOS SANTOS
Interna - 1134481 - LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
Presidente - 1134000 - MARIA ROSANGELA CUNHA DUARTE COELHO
Externa à Instituição - MAYARA AMORAS TELES FUJISHIMA
Notícia cadastrada em: 25/08/2026 11:03
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa11.ufpe.br.sigaa11