O racismo e o viver com HIV/Aids: a percepção de mulheres negras,profissionais de saúde e movimentos sociais na cidade do Recife
Racismo; HIV/Aids; Mulheres Negras; Profissionais de Saude;
O racismo opera como determinante social e e considerado um dos entraves para o acesso aos cuidados de saúde entre o adoecer e viver, sobretudo, com ênfase a mulher negra que perpassa por obstáculos interseccionais de raça, gênero, classe e território em um contexto de vulnerabilidade ao HIV/Aids.O presente projeto tern como objetivo analisar a percepção das mulheres negras vivendo com HIV/Aids, profissionais de saúde e movimentos sociais sobre a influencia do racismo no processo de infecção ao por HIV/Aids em Recife. Trata-se de um estudo de caso, de caratérr exploratório, que utilizará a abordagem qualitativa e quantitativa.O estudo será realizado no Serviço de Assistência Especializada para pessoas vivendo com HIV/Aids (SAE) Gouveia de Barros localizado na cidade do Recife-PE. Será realizada a análise do perfil casos novas e internações de mulheres com HIV/Aids a partir de dados de domínio público disponibilizados pelo Departamento de Informática do Ministério da Saúde. Serão realizadas ainda, entrevistas semiestruturadas com 12 participantes divididos em três grupos: mulheres negras vivendo com HIV/Aids, profissionais de saúde do serviço e movimentos sociais. Para análise das entrevistas será realizada através de análise de contéudo com a técnica de condensação de significados. O projeto será submetido para apreciação e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pemambuco. Espera-se com o projeto, compreender o impacto do racismo no processo de cuidado a saúde no tocante ao viver com HIV/Aids.