Banca de DEFESA: SHEVA CASTRO DANTAS DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SHEVA CASTRO DANTAS DE SOUSA
DATA : 12/05/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Posneuro
TÍTULO:

MEDIDAS DE ENFRENTAMENTO ADOTADAS PELAS FAMILIAS NA COVID-19: REPERCUSSÕES NO NEURODESENVOLVIMENTO INFANTIL

 


PALAVRAS-CHAVES:

Desenvolvimento infantil; COVID-19; Cognição; Linguagem; Exposição a telas.

 


PÁGINAS: 77
RESUMO:

A pandemia da COVID-19 gerou mudanças no contexto socioeconômico,
educacional, e domiciliar que podem ter influenciado o neurodesenvolvimento. O
objetivo desta pesquisa foi analisar a relação entre medidas de enfrentamento
adotadas por famílias durante a pandemia da COVID-19 e o neurodesenvolvimento

infantil. Trata-se de um estudo observacional, transversal, de caráter descritivo-
analítico, conduzido conforme as recomendações do STROBE. A amostra foi

composta por 104 crianças com idade entre 24 e 42 meses. O
neurodesenvolvimento foi mensurado por meio das Bayley Scales of Infant and
Toddler Development – Third Edition (Bayley-III), contemplando os domínios
cognitivo, de linguagem (receptiva e expressiva), motor, socioemocional e
comportamento adaptativo. Os dados sociodemográficos e estratégias de
enfrentamento durante a pandemia foram obtidos por questionário semiestruturado.
A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk, e as
comparações foram realizadas pelos testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney,

adotando-se p< 0,05. O uso de telas foi relatado por 97,1% das famílias e associou-
se à piores escores em comunicação receptiva (p = 0,001) e comunicação

expressiva (p = 0,009). Dentre as estratégias de entretenimento, brincadeiras de
imaginação, leitura e atividades de motricidade fina como pintura e colagem se
relacionaram à melhores resultados nas escalas de cognição, linguagem e
comportamento adaptativo. A Meditação relacionou-se a melhores resultados em
linguagem (p<0,001) e cognição (p< 0,001), comunicação (p=0,009) e social
(p=0,008). As crianças da rede privada obtiveram um desempenho
significativamente melhor na motricidade grossa, linguagem e cognição, bem como
na comunicação, vida em comunidade e motor do comportamento adaptativo, em
comparação com a rede pública. O retorno escolar relacionou-se a melhor
desempenho em linguagem, cognição e comunicação. Conclusão: Estratégias
familiares que favoreceram interação ativa, estimulação cognitiva e autorregulação
associaram-se a melhores desfechos no neurodesenvolvimento, enquanto maior
exposição às telas esteve relacionada a piores resultados de linguagem.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2779450 - DANIELLA ARAUJO DE OLIVEIRA
Externa ao Programa - 2331458 - ELISABETE PEREIRA SILVA - nullExterno ao Programa - 1158985 - JOSE JAILSON COSTA DO NASCIMENTO - nullInterno - 1293496 - MARIO LUCIANO DE MELO SILVA JUNIOR
Presidente - 1855548 - PAULA REJANE BESERRA DINIZ
Notícia cadastrada em: 08/05/2026 11:46
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