PPGSCA-CCM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - CCM CENTRO DE CIENCIAS MEDICAS - CCM Téléphone/Extension: (81) 99175-5763

Banca de DEFESA: AMANDA MIRELLE COSTA XAVIER

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMANDA MIRELLE COSTA XAVIER
DATA : 31/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: PLATAFORMA GOOGLE MEET - VIRTUAL - VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

COLOSTROTERAPIA E ENTEROCOLITE NECROSANTE EM RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO





PALAVRAS-CHAVES:

Enterocolite necrosante neonatal. Colostroterapia. Recém-nascido prematuro. Estudo de coorte.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

A enterocolite necrosante neonatal (ECN) é uma doença grave, potencialmente letal, de origem inflamatória e infecciosa que afeta, principalmente, recém-nascidos prematuros (RNPT) de baixo peso. O colostro materno é rico em bioativos anti-inflamatórios, probióticos e imunomoduladores, sendo um possível fator de proteção contra a ECN. Este estudo objetivou verificar a associação entre a exposição à colostroterapia e a prevenção da ECN em prematuros. É um estudo de coorte retrospectiva, com pesquisa nos prontuários dos RNPT que foram internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco entre novembro de 2022 e dezembro de 2024, excluídos os que apresentaram anomalias, síndromes genéticas e ECN suspeita, totalizando uma amostra de 138 indivíduos. Dentre as variáveis estudadas, a colostroterapia e a ECN foram as variáveis de exposição e desfecho, respectivamente. Outras variáveis (co-variáveis) foram estudadas para caracterização da amostra e por serem fatores de aumento ou redução do risco de desenvolvimento da ECN. Da amostra, 29 RNPT (21%) eram extremamente prematuros, 84 (60,9%) apresentaram muito baixo peso ao nascer e 67 (48,6%) eram do sexo feminino. Quanto às variáveis de exposição e desfecho, 35 RNPT (25,4%) foram expostos à colostroterapia e 20 (14,5%) desenvolveram ECN. Nenhuma variável materna apresentou associação com o desenvolvimento da ECN. Apresentaram-se como fator de risco para ECN, no entanto: prematuridade extrema; nascer com muito baixo peso; uso do surfactante; antibioticoterapia precoce: anemia neonatal: uso de concentrado de hemácias: síndrome de desconforto respiratório e colostroterapia. Entre os RNs que receberam a colostroterapia, 91% eram muito baixo peso, grupo de alto risco para a ECN. Este fato, justifica a associação da colostroterapia com a ECN neste estudo, sendo impossível afirmar, por esses resultados, que essa associação é de risco. A multifatorialidade da ECN e o uso da colostroterapia, prioritariamente, no grupo de maior risco, resultam em viés de confusão e as pesquisas que relacionam colostroterapia e ECN continuam inconclusivas. Diante destes resultados, fica clara a necessidade de novos estudos e espera-se que este estudo provoque novos questionamentos, novas pesquisas e contribua para alcançar respostas seguras quanto ao tema.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 3133261 - LEOPOLDINA AUGUSTA SOUZA SEQUEIRA DE ANDRADE - nullPresidente - 2131239 - PEDRO ISRAEL CABRAL DE LIRA
Interna - 3134502 - POLIANA COELHO CABRAL
Notícia cadastrada em: 13/07/2026 12:29
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