PPGSCA-CCM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - CCM CENTRO DE CIENCIAS MEDICAS - CCM Teléfono/Ramal: (81) 99175-5763

Banca de QUALIFICAÇÃO: ALINE VERGETTI SIQUEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALINE VERGETTI SIQUEIRA
DATA : 28/01/2026
LOCAL: VIRTUAL - Videoconferência - Plataforma Google Meet
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA PERMEABILIDADE INTESTINAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM ALERGIA ALIMENTAR ACOMPANHADOS NOS SERVIÇOS DE GASTROENTEROLOGIA E ALERGOLOGIA DE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.


PALAVRAS-CHAVES:

Alergia a Leite. Permeabilidade Intestinal. Biomarcadores. Zonulina.


PÁGINAS: 91
RESUMO:

A permeabilidade intestinal tem sido associada à ocorrência da alergia alimentar, mas esta relação ainda precisa ser melhorar explorada na infância e adolescência. O estudo teve como objetivo principal avaliar a permeabilidade intestinal em crianças e adolescentes com alergia alimentar acompanhados em dois serviços ambulatoriais especializados. Foi realizado um estudo observacional e analítico, do tipo serie de casos, que avaliou, através dos níveis fecais de zonulina, a permeabilidade da barreira epitelial intestinal de pacientes pediátricos com alergia alimentar, e comparou pacientes acompanhados no Serviço de Gastroenterologia pediátrica aos acompanhados no Serviço de Alergologia Pediátrica. Foram aplicados questionários sociodemográfico e clínico, realizada antropometria e coletadas amostras de fezes para análise de zonulina fecal. A amostra foi composta por 30 indivíduos, sendo a maioria lactentes (60%), de baixa renda, eutróficos e com manifestações gastrointestinais (76,7%). Observou-se aumento da permeabilidade intestinal, mensurada pela zonulina fecal, em parte das crianças e adolescentes com alergia alimentar, independentemente do serviço de acompanhamento ou do fenótipo clínico. Identificou-se diferença estatisticamente significativa entre os níveis de zonulina e a renda familiar, com valores mais elevados entre o grupo de renda baixa quando comparados aos demais grupos (p = 0,018). Esse resultado foi ratificado ao se realizar a análise de correlação de Spearman (ρ = −0,49; p = 0,005). Verificou-se também uma associação significativa (p=0,01) entre o tipo de fórmula nutricional utilizada na alergia à proteína do leite de vaca e os níveis de zonulina, com maior variação e valores mais elevados em crianças que usavam fórmula extensamente hidrolisada e fórmula à base de soja, em comparação com as que utilizavam fórmula à base de aminoácidos. Ocorreu uma tendência de maiores níveis de zonulina em crianças com Z-score peso/idade mais baixos (p=0,06). Os achados sugerem que a permeabilidade intestinal alterada pode estar presente em subgrupos de crianças com alergia alimentar e estando também relacionada a fatores biológicos, nutricionais e socioeconômicos. Tais resultados reforçam a necessidade de estudos longitudinais, com amostras maiores e grupo controle, para esclarecer o papel da permeabilidade intestinal na evolução clínica da alergia alimentar na infância.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2457472 - DECIO MEDEIROS PEIXOTO
Externo ao Programa - 2214959 - FABRICIO OLIVEIRA SOUTO - nullInterna - 3134502 - POLIANA COELHO CABRAL
Notícia cadastrada em: 26/01/2026 14:04
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