PPGSCA-CCM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - CCM CENTRO DE CIENCIAS MEDICAS - CCM Teléfono/Ramal: (81) 99175-5763

Banca de QUALIFICAÇÃO: ANDREZA DOS SANTOS FERREIRA DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDREZA DOS SANTOS FERREIRA DA SILVA
DATA : 02/07/2026
LOCAL: PLATAFORMA GOOGLE MEET - VIRTUAL - VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Conhecimento, Atitude e Prática dos adolescentes escolares sobre a sífilis adquirida


PALAVRAS-CHAVES:

Conhecimentos, Atitudes e Práticas em Saúde, sífilis, adolescentes, sexualidade, saúde escolar.


PÁGINAS: 88
RESUMO:

Evidências científicas atuais apontam o início precoce da atividade sexual na população mundial, o que reforça a necessidade de intensificar ações de educação em saúde voltadas à saúde e à sexualidade. Tal contexto torna-se ainda preocupante entre os adolescentes jovens, que frequentemente iniciam a vida sexual com limitado conhecimento acerca dos métodos contraceptivos e estratégias de prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis. No Brasil, observa-se um aumento expressivo na taxa de detecção da sífilis adquirida, configurando-se como um importante problema de saúde pública. A sífilis, representa um desafio significativo em âmbito global, sobretudo, diante do crescimento sustentado do número de casos ao longo da última década. O aumento da incidência de sífilis entre adolescentes evidencia a necessidade de investigar os conhecimentos, atitudes e práticas desta população em relação à saúde sexual e reprodutiva. Tal investigação é fundamental para a identificação das principais vulnerabilidades, de modo a subsidiar o planejamento e a implementação de intervenções educativas voltadas à promoção da saúde e à prevenção de comportamentos sexuais de risco. O objetivo do presente estudo é analisar o conhecimento, atitude e prática dos adolescentes escolares sobre a sífilis adquirida. Estudo quantitativo conduzido no município de Olinda, no estado de Pernambuco, em duas escolas públicas estaduais que ofertam regularmente o ensino médio. A população foi constituída de adolescentes escolares na faixa etária de 15 a 19 anos. A coleta ocorreu entre os meses de outubro e novembro de 2024. A população do estudo foi composta por adolescentes escolares com idade entre 15 e 19 anos. O processo de coleta ocorreu integralmente entre os meses de outubro e novembro de 2024. A amostra foi composta por 200 adolescentes, majoritariamente do sexo feminino (58%) e solteiros (99,5%), com idades entre 15 e 19 anos. Observou-se diversidade étnico-racial e sexual, além de escolaridade parental relativamente elevada. A maioria reside em Olinda (79%) e 42,2% possuem renda familiar acima de 1 salário-mínimo. Quanto à sífilis, 63% apresentaram conhecimento regular ou adequado, mas apenas 11,5% tiveram práticas adequadas. A Escola 2 se destacou positivamente em todos os aspectos avaliados. Conclui-se que, embora os adolescentes apresentem conhecimento regular sobre a sífilis, esse não se traduz, de forma consistente, em atitudes e práticas preventivas adequadas, evidenciando um descompasso entre o saber e o fazer. Não foram observadas associações significativas com variáveis sociodemográficas, sugerindo que a vulnerabilidade está relacionada a múltiplos fatores. Destaca-se o papel da escola como espaço estratégico para a educação em saúde, sendo fundamental o fortalecimento de ações intersetoriais que promovam práticas sexuais seguras e reduzam a vulnerabilidade dos adolescentes.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1110261 - ESTELA MARIA LEITE MEIRELLES MONTEIRO
Externa à Instituição - MARIANA OLIVEIRA DE ALENCAR RAMALHO
Notícia cadastrada em: 01/07/2026 16:55
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