PPGSCA-CCM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - CCM CENTRO DE CIENCIAS MEDICAS - CCM Teléfono/Ramal: (81) 99175-5763

Banca de DEFESA: DAYANE DAFILLY SILVA LEITE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAYANE DAFILLY SILVA LEITE
DATA : 29/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: VIRTUAL - VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

PERFIL ANTROPOMÉTRICO, SEGURANÇA ALIMENTAR E DESEMPENHO ESCOLAR

EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE TORITAMA-PE

 

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

estado nutricional. segurança alimentar. rendimento escolar. saúde pública.estado nutricional. segurança alimentar. rendimento escolar. saúde pública.


PÁGINAS: 76
RESUMO:

No panorama brasileiro, observa-se um contexto social, econômico e nutricional desfavorável, caracterizado pela coexistência de uma situação de insegurança alimentar e nutricional e do excesso de peso. Essa pesquisa teve como objetivo analisar a relação entre o estado nutricional, a situação de segurança alimentar e o desempenho escolar de crianças e adolescentes do ensino fundamental. Trata-se de um estudo transversal, de caráter analítico e abordagem quantitativa, desenvolvido nos meses de outubro e novembro de 2025, no município de Toritama – PE. A amostra foi composta por 125 crianças e adolescentes, de ambos os sexos, matriculados nos 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental de escolas públicas municipais. A coleta de dados ocorreu em três etapas: avaliação antropométrica (peso e estatura); aplicação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar para identificação da situação de segurança alimentar e obtenção das médias nas disciplinas de português e matemática por meio do sistema escolar. A prevalência de insegurança alimentar foi de 48,8% (IC95% 40,1 – 57,7), sendo a forma leve predominante (36,8% IC95% 28,7 – 45,5). A prevalência de excesso de peso foi de 36,8% (IC95% 28,3 – 45,3). Os resultados não mostraram associação entre desempenho escolar, a situação de segurança alimentar e o estado nutricional dos escolares. No entanto, verificou-se associação entre insegurança alimentar e renda familiar (RP= 0,7 IC95% 0,5-0,9), onde crianças e adolescentes de domicílios cuja renda familiar é de até 1 salário mínimo, o risco de apresentarem insegurança alimentar é 43% maior, comparadas com aquelas cuja renda familiar é de mais de um salário mínimo. A insegurança alimentar e nutricional também mostrou-se associada à cor da pele [RP= 1,75 IC% 1,1 – 2,1], demonstrando que escolares pardos e negros apresentam uma maior vulnerabilidade [75%], quando comparados com escolares com a pele branca. A idade mais avançada (ou adolescentes com mais idade) apresentou associação com o aumento progressivo do baixo desempenho nas disciplinas de português e matemática. Assim, os achados sugerem um contexto marcado pela transição nutricional e por vulnerabilidades sociais que podem repercutir nas condições alimentares e educacionais da população estudada. Conclui-se que, embora não tenham sido identificadas associações entre as principais variáveis de interesse, a segurança alimentar, o estado nutricional e o desempenho escolar devem ser analisados de forma integrada, considerando fatores sociais, econômicos e ambientais.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1038528 - FABIANA CRISTINA LIMA DA SILVA PASTICH GONCALVES
Externa ao Programa - 3133261 - LEOPOLDINA AUGUSTA SOUZA SEQUEIRA DE ANDRADE - nullPresidente - 3134502 - POLIANA COELHO CABRAL
Notícia cadastrada em: 20/05/2026 18:38
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