VALIDAÇÃO DO USO DE SENSORES INERCIAIS PARA ANÁLISE CINEMÁTICA E CINÉTICA, ATRAVÉS DE COLETA EM JOGADORES DE FUTEBOL
Força muscular. Futebol. Sensor inercial. Biomecânica. Esporte. Lesão. Isocinético.
Introdução: A avaliação da força muscular utilizando a dinamometria isocinética é amplamente reconhecida como o método mais preciso e confiável, sendo considerado o padrão ouro na análise da função muscular. Objetivo: Validar o uso dos sensores inerciais na mensuração de variáveis cinéticas durante a extensão de joelho em atletas de futebol, comparando seus resultados com o dinamômetro isocinético Kineo System Multistation EPS (Globus), considerado o padrão ouro para avaliação da função muscular. Métodos: A amostra foi constituída por 27 jogadores de futebol de campo com faixa etária entre 18 e 23 anos, classificados como atletas de alto desempenho, sem histórico de lesão, submetidos a testes isocinéticos em velocidades de 60º/s e 300º/s. A seleção dessa população buscou garantir uma maior homogeneidade quanto às capacidades físicas e padrões motoras dos participantes, aumentando, assim, a confiabilidade dos dados biomecânicos obtidos. Todos os indivíduos estavam clinicamente aptos para os testes e não apresentavam histórico de lesões musculoesqueléticas ou neurológicas recentes. Foram avaliados os membros inferiores direito e esquerdo (MID e MIE), considerando-se também a perna dominante para análise comparativa. A coleta foi realizada de maneira padronizada com as variáveis dos sistemas de sensores inerciais Perception Neuron 3.0 e o dinamômetro isocinético Kineo System Multistation Eps-Globus. As variáveis secundárias analisadas foi além da mensuração da força bruta, incorporando parâmetros adicionais como os ângulos do pico de força, de torque e de potência, além de energia, relevantes diante de alterações musculares causadas por lesões. Resultados: A avaliação biomecânica em 27 permitiu identificar a extensão do joelho bilateralmente dos MID e MIE, apontando possíveis assimetrias, fator essencial tanto para o desempenho esportivo quanto para estratégias preventivas de lesões, além no diagnóstico funcional e no monitoramento de reabilitação e retorno ao esporte. Conclusão: Os sensores inerciais não demonstraram confiabilidade satisfatória quando comparados ao sistema isocinético para a avaliação de variáveis de força, torque, potência e energia em atletas de futebol de alta performance. A baixa correlação entre os métodos evidencia que os sensores, ao menos na configuração aplicada, não substituem medições cinéticas de precisão.
Palavras-chave do Resumo (3 palavras): Força muscular. Futebol. Sensor inercial. Biomecânica. Esporte. Lesão. Isocinético.