Banca de QUALIFICAÇÃO: HIAGO DANTAS MEDEIROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HIAGO DANTAS MEDEIROS
DATA : 29/07/2026
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Manutenção da Perda de Peso versus Técnica Cirúrgica como Determinantes dos Desfechos Endoscópicos, Metabólicos, Nutricionais e Inflamatórios em Longo Prazo após Gastrectomia Vertical e Bypass Gástrico em Y-de-Roux: Coorte Comparativa com Seguimento de 10 Anos


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Cirurgia bariátrica; Gastrectomia vertical; Bypass gástrico em Y-de-Roux; Obesidade; Seguimento em longo prazo.


PÁGINAS: 24
RESUMO:

Introdução

Ainda permanece incerto se os desfechos em longo prazo após a cirurgia bariátrica são determinados principalmente pela manutenção sustentada da perda de peso ou pelos mecanismos fisiológicos específicos de cada técnica cirúrgica. Este estudo investigou a contribuição relativa da técnica cirúrgica e da manutenção da perda ponderal em longo prazo sobre os desfechos endoscópicos, metabólicos, nutricionais e inflamatórios após gastrectomia vertical (Sleeve Gastrectomy – SG) e bypass gástrico em Y-de-Roux (Roux-en-Y Gastric Bypass – RYGB).

Métodos

Esta coorte retrospectiva comparativa incluiu 234 adultos submetidos à SG (n = 74) ou ao RYGB (n = 160) entre 2003 e 2013, com seguimento mínimo de 10 anos. Os pacientes foram estratificados conforme a perda total de peso em longo prazo (<10%, 10–25% e >25%). Os desfechos endoscópicos, metabólicos, nutricionais e inflamatórios foram comparados entre os procedimentos dentro de cada categoria de perda de peso. Foram realizadas análises de regressão logística multivariada e ponderação pelo inverso da probabilidade de tratamento (Inverse Probability of Treatment Weighting – IPTW) para identificar associações independentes.

Resultados

A manutenção da perda de peso não apresentou associação significativa com a maioria dos desfechos endoscópicos, nutricionais ou inflamatórios em longo prazo. A gastrectomia vertical permaneceu independentemente associada à gastrite pós-operatória (OR ajustada = 5,46; IC95%: 2,04–14,58; p<0,001), associação que persistiu após ajuste por IPTW (OR = 12,60; IC95%: 6,41–24,79; p<0,001). O RYGB apresentou concentrações consistentemente menores de colesterol LDL em todas as categorias de perda de peso. As diferenças nutricionais restringiram-se a menores concentrações séricas de zinco e cálcio após SG entre pacientes que mantiveram perda superior a 25% do peso corporal. Os marcadores inflamatórios não diferiram conforme a técnica cirúrgica ou a manutenção da perda de peso.

Conclusões

Após mais de 10 anos da cirurgia bariátrica, a técnica cirúrgica exerceu maior influência do que a manutenção da perda ponderal sobre diversos desfechos pós-operatórios. Os mecanismos fisiológicos específicos de cada procedimento parecem persistir muito além da estabilização do peso corporal e devem ser considerados tanto na tomada de decisão cirúrgica quanto no seguimento clínico em longo prazo.

Palavras-chave: Cirurgia bariátrica; Gastrectomia vertical; Bypass gástrico em Y-de-Roux; Obesidade; Seguimento em longo prazo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1204998 - ALVARO ANTONIO BANDEIRA FERRAZ
Interno - 3315617 - ESDRAS MARQUES LINS
Notícia cadastrada em: 20/07/2026 09:18
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