Banca de DEFESA: ERIKA MARIA JAMIR DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ERIKA MARIA JAMIR DE OLIVEIRA
DATA : 11/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Virtual
TÍTULO:

O CUIDADO DE SI COMO RESISTÊNCIA: narrando histórias de vida de trabalhadores de software ativistas


PALAVRAS-CHAVES:

Subjetividade; Resistência; Sujeição; Trabalhador de software.


PÁGINAS: 194
RESUMO:

As relações de trabalho no sistema capitalista são abarrotadas de tecnologias de dominação que influem na subjetividade dos trabalhadores. No entanto, há, em interação, as tecnologias do eu, que são formas pelas quais os sujeitos, de si para si – e também pelas relações sociais –, imaginam e alcançam caminhos para a liberdade e, portanto, para a resistência. É nesse contexto que emerge o nosso interesse em compreender como o cuidado de si pode ser uma alternativa de resistência contra as formas de sujeição, formas de subjetivação e submissão para trabalhadores de software. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa com abordagem qualitativa usando o método história de vida e os dados foram coletados por meio da entrevista narrativa, com diversidade de trabalhadores no que se refere à raça e ao gênero. Para a formação docorpus,consideramos o grau de densidade e profundidade dos dados coletados. A análise foi executada de duas maneiras interdependentes. Inicialmente, com a finalidade de vincular as ações práticas de resistência aos seus agentes e, consequentemente, às suas experiências de vida, examinamos as narrativas com base nas ideias de Ricoeur. Em seguida, para verificarmos nas narrativas das histórias de vida as práticas de cuidado de si realizadas pelos trabalhadores a partir suas de experiências narradas, que os levaram a se envolver nos movimentos de resistência, usamos a análise reflexiva temática, fundamentadas em Souza (2019), de modo hipotético-dedutivo. Como resultado sobre as práticas de resistência, percebemos que o que é realizado e o porquê no que se refere às ações de resistência, estão intimamente relacionados com o contexto histórico, social e político dos agentes. No que tange às ações práticas de resistência, encontramos organizações de trabalhadores em comunidades voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social em especial, envolvendo questões identitárias, o posicionamento nas redes sociais, a produção científica crítica, a organização de trabalhadores em frentes de massa e ainda o trabalho voltado ao compartilhamento de conhecimento na internet, em todos os casos com ênfase no coletivo. A partir do detalhamento da história de vida relativo às experiências de vida até o envolvimento nas ações de resistência, pudemos observar as práticas de si realizadas pelos agentes. Notamos, em predominância, quatro práticas relacionadas ao cuidado de si descritas pelos trabalhadores ao longo de suas vidas, foram elas: a atitude crítica, a prática reflexiva, os estudos críticos e os regimes de austeridade. Vimos que a partir de tais práticas, os trabalhadores passaram a estabelecer novas relações com a verdade e, além disso, foi possível perceber a mudança na sua forma de pensar e agir, havendo, desse modo, uma autotransformação do sujeito ao longo do tempo. A principal inovação desta pesquisa foi mostrar, baseado em um estudo empírico, as maneiras pelas quais os indivíduos agem ativamente sobre si mesmos como uma possibilidade de resistência no contexto laboral contemporâneo. Argumentamos que trazer à tona estes achados que mostram as ações de resistência de trabalhadores, torna possível o conhecimento e disseminação da existência de outros modos de subjetividade e de existência. Desse modo, contribui, também, para o campo dos estudos organizacionais, na medida em que apresenta ideias de caminhos possíveis e, em algum grau, práticos, para lidar com a sujeição, formas de subjetivação e submissão no trabalho.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1204952 - DEBORA COUTINHO PASCHOAL DOURADO
Interno - ***.684.994-** - DIOGO HENRIQUE HELAL - FBV
Externo ao Programa - 1547976 - FRANCISCO RICARDO BEZERRA FONSECA - nullExterno à Instituição - IURI TONELO - UFPE
Externo à Instituição - NEWTON CLAIZONI MORENO DE MELO
Notícia cadastrada em: 29/01/2026 11:14
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa11.ufpe.br.sigaa11