Divulgações de Greenwashing e seus reflexos na reação do mercado e no desempenho organizacional: Evidências das Empresas dos BRICS listada na NYSE
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A moderna teoria de finanças parte da premissa de que o retorno esperado de um ativo é função do risco sistemático que ele carrega. Essa relação foi formalizada pelo Capital Asset Pricing Model (CAPM), desenvolvido por Sharpe (1964), Lintner (1965) e Mossin (1966), segundo o qual o retorno esperado de um ativo é linearmente relacionado ao prêmio de risco de mercado, medido pelo beta. Essa formulação pressupõe que os preços incorporam de forma correta e tempestiva as informações disponíveis sobre os fundamentos e os riscos de cada ativo, pressuposto que Fama (1970, 1991) sistematiza na Teoria dos Mercados Eficientes (TME). Segundo essa teoria, um mercado é eficiente quando os preços refletem plenamente as informações disponíveis, podendo essa eficiência ser classificada em três formas: fraca, quando os preços refletem apenas o histórico de preços; semiforte, quando incorporam também informações públicas; e forte, quando refletem até informações privadas. Contudo, na prática, os mercados apresentam custos de obtenção e processamento de informação, fricções de negociação e limitações cognitivas dos agentes, de modo que a informação não chega aos preços de forma gratuita nem instantânea (Grossman; Stiglitz, 1980; Black, 1986). A TME reconhece, portanto, que sua formulação é uma abstração, e não uma descrição literal do funcionamento dos mercados. Compreender como e quando uma informação específica se incorpora aos preços tornou-se, desde então, um dos principais objetos de investigação empírica em finanças. A metodologia de estudo de eventos, cujas bases remontam a Ball e Brown (1968) e Beaver (1968) isola o efeito de uma informação sobre o preço de um ativo, comparando o retorno efetivamente observado ao retorno que seria esperado na ausência do evento.