A INFLUÊNCIA DAS REDES DE APOIO NA AUTONOMIA DECISÓRIA DAS NANOEMPREENDEDORAS NA REGIÃO METROPOLITANA RECIFE (RMR)
Empreendedorismo; Nanoempreendedoras; Teoria de capital; Redes de apoio; Autonomia decisória.
O empreendedorismo feminino no Sul Global, particularmente nos países emergentes, é impulsionado pela necessidade e pela informalidade, servindo como estratégia de sobrevivência frente à precarização do trabalho e à desigualdade de gênero. Nesse panorama, surgem mecanismos relacionais que sustentam uma autonomia decisória no cotidiano das nanoempreendedoras. Apesar da literatura internacional estar avançando na compreensão desse fenômeno, esses mecanismos que estruturam o negócio na informalidade permanecem pouco explorados em regiões como a Metropolitana do Recife (RMR).Para tanto, a pesquisa integra a Teoria do Capital Social, a Teoria das Redes e Bricolagem Empreendedora, com foco na atuação das redes de apoio que influenciam a autonomia dessas mulheres em contextos de escassez. O objetivo central é compreender de que modo a configuração das redes de apoio influencia a autonomia decisória de nanoempreendedoras na RMR. Como objetivos específicos, buscará caracterizar as redes de apoio, identificando sua composição, natureza e formas de acionamento; examinar como a configuração dessas redes influencia os processos de autonomia decisória; investigar de que maneira contribuem para o enfrentamento das condições de informalidade, vulnerabilidade e desigualdades de gênero; e, por fim, identificar como os recursos mobilizados por meio das redes de apoio são convertidos em capacidade decisória. Adotando uma abordagem quali-quantitativa e descritiva,que será desenvolvida por meio de métodos mistos integrados. Os dados serão analisados por meio de técnicas de estatística descritiva, utilizadas em conjunto com procedimentos analíticos qualitativos fundamentados na técnica de análise de conteúdo de relatos. Os achados deste trabalho contribuirão aos formuladores de políticas públicas, gestores e instituições de apoio ao empreendedorismo, ao oferecer subsídios para o aperfeiçoamento de programas e ações que considerem, de forma integrada, as dimensões social, relacional e institucional que condicionam a atuação das nanoempreendedoras.