Banca de DEFESA: GRAYCI KELLI DE FREITAS PATROCÍNIO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GRAYCI KELLI DE FREITAS PATROCÍNIO
DATA : 25/08/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Virtual
TÍTULO:

Influenciadoras digitais ativistas: Um estudo sobre o combate à misoginia nas plataformas digitais


PALAVRAS-CHAVES:

Influenciadoras; Misoginia; feminismo; diferença sexual


PÁGINAS: 307
RESUMO:

A intensificação da misoginia em ambientes digitais, impulsionada pela expansão das plataformas digitais e pela ascensão de movimentos conservadores, tem ampliado a circulação de discursos de ódio, práticas de violência de gênero e mecanismos de silenciamento dirigidos às mulheres. Paradoxalmente, essas mesmas plataformas também se consolidaram como espaços privilegiados para o ativismo feminista, nos quais influenciadoras digitais ativistas mobilizam diferentes estratégias para denunciar violências, promover conscientização, articular redes de apoio e disputar sentidos sobre o ser mulher na contemporaneidade. Nesse contexto, esta pesquisa investiga como influenciadoras digitais ativistas combatem a misoginia nas plataformas digitais, buscando compreender de que modo suas práticas participam da constituição de subjetividades feministas. A pesquisa se fundamenta na Teoria da Subjetividade Nômade de Rosi Braidotti (2011), articulada aos debates sobre plataformização dos feminismos, feminismos da diferença sexual e cultura de consumo, compreendendo as plataformas digitais como infraestruturas sociotécnicas que reorganizam as relações entre consumo, tecnologia, mercado, política e produção de subjetividades. Adotou-se uma abordagem qualitativa de perspectiva crítica, operacionalizada por meio da Netnografia. O campo empírico foi composto por oito influenciadoras digitais ativistas brasileiras atuantes no Instagram e no TikTok, acompanhadas durante um ano. A coleta produziu 4.486 dados investigativos e 33 registros imersivos, submetidos a um processo analítico e interpretativo em três níveis, que partiu da identificação de práticas ativistas, avançou para sua organização em figurações e culminou na proposição de subjetividades nômades. Os resultados revelaram vinte e três práticas ativistas, organizadas em oito figurações – Ressignificação, Subversão, Insurgência, Mercantilização, Instrução, Mobilização, Aliança e Camuflagem -, cuja interpretação possibilitou a proposição de quatro subjetividades femininas nômades: Comunalidade, Afirmatividade, Transgressividade e Tenacidade. As análises evidenciaram que o enfrentamento à misoginia transcende a denúncia das violências para constituir processos relacionais, corporificados, situados e afirmativos de produção de modos alternativos de existência feminina, nos quais a resistência, tecnologia, consumo e ativismo permanecem permanentemente entrelaçados. A pesquisa amplia a teoria da subjetividade nômade ao demonstrar como seus processos se materializam em dinâmicas plataformizadas, aproxima essa perspectiva da pesquisa de consumo e propõe a subjetividade como categoria integradora para compreender as articulações entre mercados, tecnologias, cultura, gênero e poder na tecnocultura contemporânea. Além das contribuições teóricas, a pesquisa oferece subsídios para o debate sobre políticas públicas, governança de plataformas e iniciativas de educação e letramento digital voltadas ao enfrentamento da misoginia e à promoção de ambientes digitais mais plurais e democráticos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - RONAN TORRES QUINTÃO
Presidente - 1667829 - ANDRE LUIZ MARANHAO DE SOUZA LEAO
Interno - 1133764 - FERNANDO GOMES DE PAIVA JUNIOR
Externa à Instituição - RAQUEL DE BARROS PINTO MIGUEL
Externa à Instituição - ROBERTA DIAS CAMPOS
Notícia cadastrada em: 14/08/2026 12:47
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