Banca de DEFESA: LÍCIA DE SOUSA GONÇALVES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LÍCIA DE SOUSA GONÇALVES
DATA : 07/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Remota
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO DE NANOBIOSSENSORES EMPREGANDO FILMES DE CARBONO DOPADOS PARA RASTREIO DO CORONAVÍRUS 2019 (COVID-19)

 


PALAVRAS-CHAVES:

Biossensor, Sars Cov 2, Imunoensaio eletroanalítico, Imunossensor capacitivo , Eletrodo impresso

 


PÁGINAS: 142
RESUMO:

Em 2020, o cenário de gravidade decorrente da rápida propagação da infecção pelo Coronavírus 2, ou COVID 19, envidaram esforços para o desenvolvimento de novos testes rápidos, acurados e de uso massivo como plano de contingência para contenção da pandemia. A tecnologia de biossensores eletroquímicos empregando eletrodos impressos (EI) surgiu como uma atrativa ferramenta analítica, quando comparada aos testes clássicos laboratoriais, tais como ELI SA, PCR, entre outros. Entretanto, a sensibilidade analítica requerida nas análises de detecção de anticorpos ou antígenos, não é facilmente alcançada com os EIs comerciais, necessitando que sejam modific ados por diferentes estratégias. A presente pesquisa teve como objetivo desenvolver compósitos sintetizados por oxidação química do pirrol em associação ao grafite para produção de EI produzidos por impressão em molde, resultando numa tecnologia simples de ser produzido por dispensar cura em alta temperatur a e de fácil "scale-up”, destinados a detecção da proteína Spike do vírus do SARS CoV 2 . Dessa forma, sobre os eletrodos de trabalho, foi adicionado o filme de PPy, seguido da imobilização de biomoléculas de anticorpos anti spike por interação eletrostática. Para caracterização da plataforma foram realizadas medições eletroquímicas em um poten ciostato , por voltametria cíclica em sonda de K3Fe(CN)6/K4Fe( 6 a 0,005 mol L 1 preparada em solução de KCl 0,1 mol L 1 Essa nova estratégia permitiu a detecção direta da proteína S pela medição das alterações na capacitância eletroquímica resultantes das interações antígeno anticorpo na superfície do eletrodo, alterando as propriedades dielétricas interfaciais. Para aumentar a sensibilidade analítica e fornecer uma superfície de eletrodo com propriedades capacitivas e condutivas atrativas, um eletrodo impresso em tela à base de tinta de grafite foi desenvolvido internamente e posteriormente modificado com uma camada de polipirrol (PPy) sintetizada em massa na presença de brometo de cetiltrimetilamônio (CTAB). O CTAB atuou como um agente dispersante e direcionador de estrutura, promovendo a distribuição homogênea e guiando a polimerização do PPy, resultando em um compósito com armazenamento de densidade de carga aprimorado e alta condutividade. Os sinais analíticos das proteínas S em soro contaminado for am detectados pela medição das capacitâncias específicas obtidas a partir de voltametrias cíclicas. Este imunossensor capacitivo alcançou uma faixa linear de 1 a 100 µg/mL (R ² = 0,989, p < 0,05), com um limite de detecção de 0,45 µg/mL da proteína S, que s e encontra dentro da faixa clínica para o diagnóstico da COVID 19. A detecção sem sonda, sem etapas de ferri/ferrocianeto, minimiza erros por adsorção da sonda e é fácil de usar em locais de atendimento, ao contrário dos imunossensores convencionais. Dessa forma, o imunossensor apresentou um desempenho eficiente para a determinação da proteína Spike em amostras de soro, tornando se uma ferramenta potencial para o diagnóstico precoce de COVID19 , com desempenho comparável a dispositivos comerciais semelhantes.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2322214 - EDVANE BORGES DA SILVA
Presidente - 1836797 - ROSA AMALIA FIREMAN DUTRA
Interna - 1217065 - TERESINHA GONCALVES DA SILVA
Externo à Instituição - WALTER RICARDO BRITO - UFAM
Externo à Instituição - YONNY ROMAGUERA BARCELAY - UFRPE
Notícia cadastrada em: 06/07/2026 12:41
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