Banca de DEFESA: BRUNO OLIVEIRA DE VERAS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNO OLIVEIRA DE VERAS
DATA : 03/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Antibióticos - UFPE
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA TOXICOLÓGICA E DO POTENCIAL ANTIOFÍDICO DO LÁTEX DE Jatropha mutabilis (Pohl) Baill. (Euphorbiaceae) CONTRA OS EFEITOS TÓXICOS DA PEÇONHA DE Bothrops leucurus Wagler, 1824 (Viperidae)


PALAVRAS-CHAVES:

Caatinga; Látex vegetal; Segurança toxicológica; Atividade antiofídica; Envenenamento botrópico; Jatropha mutabilis; Bothrops leucurus.


PÁGINAS: 334
RESUMO:

O envenenamento por serpentes é uma Doença Tropical Negligenciada (DTN) de impacto clínico e socioeconômico em populações rurais com acesso restrito à saúde. Embora a soroterapia seja o tratamento específico, sua ação limitada sobre edema, dor, hemorragia e lesão tecidual justifica a busca por adjuvantes naturais. Esta tese avaliou a segurança e o potencial antiofídico do látex de Jatropha mutabilis (Pohl) Baill. frente à peçonha de Bothrops leucurus Wagler, 1824. O látex, coletado no Parque Nacional do Catimbau (SISBIO nº 80.236-1; SisGen nº AB87A02), foi avaliado em eritrócitos humanos, Caenorhabditis elegans, Galleria mellonella e camundongos Swiss; o uso de hemácias foi aprovado pelos CEP/UFPE nº 5.831.927 e CEP/HEMOPE nº 6.303.741, e estudos camundongos pela CEUA/UFPE nº 0019/2024. A atividade antiofídica foi investigada por ensaios in vitro de neutralização de atividades enzimáticas, hemolíticas, hemostáticas e fibrinogêniolíticas, SDS-PAGE e modelos in vivo de edema, nocicepção, hemorragia e letalidade. O látex não induziu hemólise direta entre 1,95-4.000 μg/mL; em C. elegans, a viabilidade foi preservada até 1.000 μg/mL; e, em G. mellonella, doses orais ≤500 μg/kg mantiveram 100% de sobrevivência por 120 h, enquanto 1.000 e 2.000 μg/kg resultaram em 65% de sobrevivência e mortalidade total em 72 h. Em camundongos, 2.000 mg/kg por via oral (v.o,) ou intraperitoneal (i.p.) não causaram mortalidade (DL₅₀ >2.000 mg/kg), nem efeitos genotóxicos ou mutagênicos detectáveis. O látex neutralizou as atividades proteolítica, hialuronidásica, fosfolipásica A₂ e fibrinolítica 1:4, DNase e fibrinogêniolítica em 1:1 e hemólise indireta em 1:8 (peçonha-látex, p/p), além de atenuar os efeitos pró-coagulantes e interagir com as proteínas da peçonha. No protocolo de pré-incubação, na proporção de 1:16 (p/p), reduziu o edema >70%, a nocicepção de 487 para 155 s, o halo hemorrágico de 20,7 ± 2,6 para 4,7 ± 1,6 mm e a hemoglobina tecidual de 13,5 ± 1,9 para 5,2 ± 1,3 g/dL. No pré- e pós-tratamento oral, o látex na dose de 200 mg/kg reduziram o edema em cerca de 60% e 55%; na letalidade, proporcionaram sobrevivência de 58,33% e 41,67%. Frente a 2×DL₅₀ do veneno, a pré-incubação elevou a sobrevivência para 50,00%, 91,66% e 100% em 1:0,25, 1:2 e 1:16. Conclui-se que o látex não induziu toxicidade relevante nos modelos avaliados e neutralizou múltiplos efeitos da peçonha, corroborando o uso etnofarmacológico de J. mutabilis e sustentando a prospecção de seus constituintes como candidatos a estratégias adjuvantes à soroterapia.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 2380850 - MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA - nullExterna ao Programa - 1134040 - MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA - nullPresidente - 2726820 - RAFAEL MATOS XIMENES
Externo ao Programa - 1301158 - RENE DUARTE MARTINS - nullInterna - 1217065 - TERESINHA GONCALVES DA SILVA
Notícia cadastrada em: 01/07/2026 14:03
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa09.ufpe.br.sigaa09