Banca de DEFESA: LEANDRO FRANCISCO CORREIA SILVA BARBOSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEANDRO FRANCISCO CORREIA SILVA BARBOSA
DATA : 28/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Defesa Virtual
TÍTULO:

Os Desafios da Avaliação da Pós-Graduação em Educação no Brasil: as potencialidades dos programas de educação e as contradições do processo avaliativo.

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Avaliação da Pós-Graduação, Neoliberalismo e Educação, Cartografia, Materialismo Histórico-dialético e Desigualdades Regionais 


PÁGINAS: 97
RESUMO:

Nesta dissertação me propus a realizar uma análise da influência estrutural do neoliberalismo
e suas determinações no modelo de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES), com foco nos Programas de Pós-Graduação (PPGs) em
Educação. Situado no contexto da interiorização universitária, especificamente no Campus
Acadêmico do Agreste da UFPE, o estudo utiliza a cartografia como estratégia metodológica,
fundamentada na perspectiva do materialismo histórico-dialético e nas teorias de Deleuze e
Guattari. É uma pesquisa em que o pesquisador se auto identifica metaforicamente como um
"Caranguejo-Guerreiro Nômade", uma figura que opera nas margens (mangue/periferia) e
utiliza uma "máquina de guerra" para resistir e criar linhas de fuga contra a captura do
"aparelho de Estado". A pesquisa traça a evolução histórica dos Planos Nacionais de
Pós-Graduação (PNPGs), identificando como, desde a influência estadunidense do Ponto IV
até a gestão neoliberal contemporânea, consolidou-se uma lógica de produtivismo acadêmico
que privilegia a quantidade de publicações como impacto social. Os resultados apontam para
uma contradição fundamental nos critérios de avaliação: a tensão entre a exigência de
infraestrutura consolidada, favorecendo o “capital” acumulado dos centros hegemônicos, e a
demanda por impacto social, onde programas periféricos e interiorizados possuem grande
potência transformadora, mas são subvalorizados pelas métricas bibliométricas. Conclui-se
que o modelo de avaliação vigente reproduz desigualdades regionais e impõe uma
subjetividade neoliberal de "indivíduo-empresa", exigindo uma práxis científica que, partindo
da periferia, dispute a concepção de ciência e valorize os saberes locais e a emancipação
coletiva.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1328163 - CARLA PATRICIA ACIOLI LINS GUARANA
Externo à Instituição - RICARDO JOSE DE SOUZA CASTRO
Presidente - 1152014 - SAULO FERREIRA FEITOSA
Notícia cadastrada em: 22/05/2026 09:50
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