Banca de DEFESA: LUCAS GABRIEL CHAVES GONÇALVES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCAS GABRIEL CHAVES GONÇALVES
DATA : 04/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Defesa virtual
TÍTULO:

O LUGAR DA EDUCAÇÃO NA LUTA POPULAR CAMPONESA: Epistemologias construídas nas experiências de formação política da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Agreste de Pernambuco

 


PALAVRAS-CHAVES:

Movimentos Sociais do Campo; Formação Política; Liga dos Camponeses
Pobres; MST; Educação Popular.

 


PÁGINAS: 211
RESUMO:

Com este estudo, tivemos como intencionalidade responder a seguinte pergunta: De que
forma as formações políticas desenvolvidas pelo LCP e MST possibilitam a construção de
epistemologias outras a partir das experiências em torno da luta pela terra, do trabalho camponês e
da educação? Para dar conta desta questão, definimos como objetivo geral da pesquisa analisar se
as formações políticas desenvolvidas pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e o Movimento
dos/as Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST) em torno da tríade Luta pela Terra, Trabalho
Camponês e Educação possibilitam a construção de epistemologias outras. Para os objetivos
específicos, definimos os seguintes pontos: 1) Identificar as principais aproximações,
distanciamentos e articulações entre a formação militante/política da LCP e do MST em
Pernambuco; 2) Analisar o modo como as formações militantes/políticas no âmbito das
experiências da LCP e do MST se articulam com seus projetos políticos, em torno da tríade Luta
Pela Terra, Trabalho Camponês e Educação, no âmbito das experiências da LCP e do MST em
Pernambuco; 3) Analisar, a partir do relato dos militantes da LCP e do MST, como as formações
políticas no movimento social transformaram suas percepções sobre a luta pela terra, o trabalho
camponês e a educação, possibilitando a construção de novas epistemologias.
A metodologia utilizada para esta pesquisa foi o Materialismo Histórico-Dialético com base
em Marx (1974) e Lênin (1982), partindo do entendimento que para este contexto, a abordagem
marxista se apresenta como a mais adequada para interpretar a realidade à luz dessas experiências.
A abordagem da pesquisa é de tipo qualitativa com base em Creswell (2007), explicativa segundo
Gil (2002), utilizando como ferramentas a revisão bibliográfica, diário de campo, entrevistas
semiestruturadas e observações participantes. No tratamento dos dados, utilizamos a Análise de
Conteúdo, baseada na concepção de Bardin (1977). Essa técnica possibilitou a análise do material
coletado via observação, análise de documentos e entrevistas semiestruturadas, a partir dos
processos de pré-análise e organização dos dados, categorização e inferências do material que
serviu como base para a pesquisa.
Para a fundamentação teórica desta pesquisa, foi fundamental resgatar as produções
científicas acerca de autores que investigam a especificidade dos processos formativos e educativos
dos movimentos sociais camponeses, especificamente nas categorias Educação Popular/Socialista,
Luta pela Terra, Movimentos Sociais do Campo e Formação Política. Desse modo, é indispensável

as contribuições de autores/as como Brandão (2001, 2007, 2016), Caldart (2000, 2001, 2012,
2014), Fanon (2021, 2022), Gohn (2000, 2010), Lage (2005, 2013) e Marx (1974, 1985).
As experiências formativas analisadas nesta pesquisa nos apresentaram indicativos
importantes a respeito das contribuições dos movimentos sociais para a produção de uma
epistemologia camponesa. As formações políticas do MST e da LCP criam condições para a
construção do que chamamos de epistemologias camponesas por meio de um processo pedagógico
que articula teoria e prática, ou seja, a práxis, tendo como base a experiência concreta da luta pela
terra, do trabalho camponês e da educação do campesinato. Neste sentido, as formações políticas
dos movimentos sociais estudados nesta pesquisa se propõem a ensinar o que “não se aprende na
escola”, nesse caso, a escola burguesa. Quando se constrói uma experiência formativa nesta
perspectiva, forja-se a consciência de classe no campesinato, criando condições para que a classe
compreenda o seu papel histórico e produza conhecimentos a partir da intervenção direta na
realidade, valorizando a coletividade como método organizativo, produtivo e epistemológico.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1528796 - ALLENE CARVALHO LAGE
Interna - 2572665 - MARIA FERNANDA DOS SANTOS ALENCAR
Externa à Instituição - ALINE BARBOZA DE LIMA
Notícia cadastrada em: 29/08/2026 17:40
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