Banca de DEFESA: DÉBORA EMMANUELE DE SOUSA OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DÉBORA EMMANUELE DE SOUSA OLIVEIRA
DATA : 25/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Google Meet - meet.google.com/pvc-igsa-zeg
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DAS CHUVAS DA BACIA HIDROGRÁFICA INTERESTADUAL DO RIO MUNDAÚ/PE-AL


PALAVRAS-CHAVES:

precipitação; eventos extremos; variabilidade climática; índice de anomalia de chuva; Sen’s Slope


PÁGINAS: 92
RESUMO:

A compreensão da variabilidade espaço-temporal da precipitação é essencial para o planejamento e gestão dos recursos hídricos, especialmente em bacias hidrográficas localizadas em regiões semiáridas, como a do Rio Mundaú, que abrange os estados de Pernambuco e Alagoas. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo analisar as características do regime pluviométrico e dos eventos extremos de chuva na bacia interestadual do Rio Mundaú, no período de 1991 a 2022. Os dados diários de precipitação foram obtidos a partir de oito estações pluviométricas, cujas informações foram fornecidas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). A metodologia incluiu análises estatísticas descritivas, aplicação do Índice de Anomalia de Chuva (IAC), dos índices climáticos do software RClimDex, teste de normalidade, análise de variância (ANOVA), e os testes de Mann-Kendall e Sen’s Slope para detecção de tendências. A bacia do Rio Mundaú apresentou média anual de 1.219,07 mm no período de 1991 a 2022, com forte sazonalidade, concentrando 76,87% das chuvas entre março e agosto, além de elevada variabilidade interanual, com destaque para os anos secos de 1998 e 2012 e o ano mais chuvoso de 2022. A IAC revelou elevada variabilidade interanual da precipitação na bacia do Rio Mundaú, com anos extremamente secos, como 1998 e 2012, e anos muito úmidos, especialmente 2000, 2017 e 2022. A não normalidade dos dados e as diferenças estatisticamente significativas entre os períodos analisados indicam que o regime pluviométrico não é homogêneo ao longo do tempo. Os testes de Mann-Kendall e Sen’s Slope apontaram tendência de redução dos volumes anuais de precipitação na bacia, de forma espacialmente heterogênea, associada a mudanças na distribuição das chuvas. Enquanto no setor alagoano observou-se aumento da intensidade e da frequência de eventos extremos de precipitação, no setor pernambucano verificou-se ampliação da duração dos períodos secos consecutivos. Conclui-se que a bacia do Rio Mundaú apresenta um regime pluviométrico marcado por elevada variabilidade ao longo do período analisado, com tendência de redução dos volumes anuais e maior concentração das chuvas em eventos extremos, o que reforça a crescente vulnerabilidade hídrica da região.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2726911 - ANDERSON LUIZ RIBEIRO DE PAIVA
Externa ao Programa - 2193972 - LEIDJANE MARIA MACIEL DE OLIVEIRA - UFPEExterno à Instituição - HELDER JOSÉ FARIAS DA SILVA - UFAL
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 16:55
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