Banca de DEFESA: MARIA ESTEFFANE LIBERATO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA ESTEFFANE LIBERATO DA SILVA
DATA : 06/10/2026
HORA: 09:30
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

AFROPATY OU PRETA PATRÍCIA: novas configurações do ativismo de mulheres negras nas mídias digitais

 


PALAVRAS-CHAVES:

Afropatys; TikTok; estética; tendência


PÁGINAS: 102
RESUMO:

O ativismo de mulheres negras vêm tomando as plataformas digitais há alguns anos. movimentações de mulheres denunciando o
racismo e o sexismo, popularizando pautas das minorias e tornando visíveis teóricos e teóricas negras importantes, tem se mostrado um elemento
poderoso de transformação social, política e cultural. As Afropatys têm utilizado dessas plataformas e seus sistemas de popularização de conteúdos
para empoderar mulheres negras, que são em maioria jovens, e que buscam empoderar outras mulheres. O “padrão” dessa movimentação, que
destaca-se pela hiperfeminização a partir do uso da estética, considera o visual dessas mulheres como elemento principal para sua distinção diante
de outras pessoas na sociedade, além do incentivo da ascensão social de mulheres negras. As mídias digitais, embora estruturadas por lógicas
coloniais, racistas e mercadológicas, são disputadas por mulheres negras como espaços de produção de sentido, pertencimento e proteção simbólica.
Nesses territórios virtuais, o corpo das Afropatys torna-se imagem, e se constituem em quilombos digitais estéticos, nos quais, a beleza e a
visibilidade deixam de ser concessões e passam a ser afirmações políticas. A pesquisa fundamenta-se a teorias de alguns autores cruciais para
discussão pertinente como: Lélia Gonzalez (racismo e sexismo, Consciência e Memória); Grada Kilomba (como apoio referente a construção
identitária das mulheres negras); bell hooks (apoio referente ao racismo e sexismo que exclui mulheres negras de movimentações feministas e de
direitos civis); Beatriz Nascimento e Abdias do Nascimento (referenciando a ideia de Quilombismo Digital, construída à partir do texto de Santo,
Silva (2019) a partir da reflexão diante das Afropatys), dentre outros nomes importantes apreciados ao longo deste trabalho. A pesquisa foi
executada apoiando-se ao método qualitativo, tendo como principais instrumentos de coleta de dados e aproximação do Campo a pesquisa online
com a Etnografia Digital, observações de alguns perfis de Afropatys no TikTok e realização de entrevistas semi estruturadas com mulheres que se
identificam com essa estética. Também foi utilizado como suporte informativo imediato o Caderno de Campo utilizado nas observações. O trabalho
tem como principal objetivo analisar como se dá essa maneira específica encontrada pelas mulheres negras de fazer ativismo dentro e fora das
plataformas de mídias digitais. Os principais resultados encontrados apontam para um ativismo executado involuntariamente, padrões estéticos que
se tornam tendências e redes de apoio geradas a partir de movimentações de mulheres negras nas redes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2510116 - ANA CLAUDIA RODRIGUES DA SILVA
Interna - ***.667.578-** - CHRISTINA GLADYS DE MINGARELI NOGUEIRA - 904483
Externa à Instituição - DENISE FERREIRA DA COSTA CRUZ - UNILAB
Interno - ***.747.734-** - GILSON JOSE RODRIGUES JUNIOR - UFPE
Notícia cadastrada em: 30/09/2026 09:13
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