Etnografando redes de apoio e solidariedade de pessoas em situação de rua no bairro da Iputinga e no centro do Recife (PE)
Pessoas em situação de rua; solidariedade; pobreza
Esta pesquisa visa problematizar a forma como pessoas em situação de rua constroem suas redes de apoio e solidariedade numa perspectiva antropológica. Para isso, buscou-se problematizar a permanência, a saída das ruas, e outras situações de precariedade em pontos especificos da RMR. Observo os laços de sociabilidade envolvendo a solidariedade nas ruas e as implicações de auxilio externo, como o impacto de doações a partir da lógica caritativa, cristã e não, do acolhimento e desacolhimento institucional, que contribuem a reproduzir a pobreza e a desigualdade social. As perspectivas teorico-analiticas apoiam-se em recortes que buscam compreender as formas de sustentabilidade e "viração" na rua, e outras formas de solidariedade entre essas pessoas, de forma a entender como e se podem inspirar instituiçoes publicas que, globalmente e localmente, apresentam a situaçao de rua ou rualizaçao como problemas insolvaveis em contextos urbanos saturados. Analises da antropologia da vida, da economia da pobreza, e da sociologia das desigualdades no Brasil, ajudam a compreender a especificidade das condiçoes de vida e precarizaçao em bairros recifenses, as logicas das redes de apoio e improvizaçao para a vida e a sobrevivência, coletadas via entrevistas e observação participante.